Greve na CP: Suprimidos 540 dos 669 comboios programados até às 14 horas

A greve dos trabalhadores da CP, convocada por vários sindicatos, já originou, entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, a supressão de 540 comboios, de 669 programados, indicou fonte oficial da transportadora.

Executive Digest com Lusa

A greve dos trabalhadores da CP, convocada por vários sindicatos, já originou, entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, a supressão de 540 comboios, de 669 programados, indicou fonte oficial da transportadora.

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Assim, o nível de supressão ultrapassava já os 80%, tendo sido efetuados os serviços mínimos (129 comboios).

Segundo a CP – Comboios de Portugal, não circularam comboios de longo curso, operação para a qual não foram decretados serviços mínimos.

No caso do serviço regional, foram suprimidos 142 comboios de 172 programados.

Nos urbanos de Lisboa, a paralisação levou à supressão de 235 composições em 300 previstas e no Porto de 139 programados não se realizaram 107.

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Nos urbanos de Coimbra circularam apenas dois comboios em 18 estimados.

Os trabalhadores da CP cumprem hoje um dia de greve, que se repete na quarta-feira, convocada por diversos sindicatos.

O Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos de 20% para os comboios urbanos e regionais.

A decisão do Tribunal Arbitral abrange, na percentagem referida, o serviço Regional e Interregional (linhas do Minho, Douro, Leste, Oeste, Beira Baixa e linha do Norte – neste último caso de e para Coimbra/Entroncamento) e o Urbano (linhas da Azambuja, Coimbra e Guimarães).

“Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, Interregional e Regional, a CP permitirá o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe”, adiantou a CP em comunicado.

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Estes trabalhadores já estiveram em greve no dia 28 de junho.

Para os sindicatos, “é inaceitável” que a administração da CP, depois de ter garantido que iria estender a todos os trabalhadores um acordo que foi celebrado com uma organização sindical, queira condicionar isso à aceitação da proposta de regulamento de carreiras.

O Governo, a CP e o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), que tinha convocado uma greve entre 27 de junho e 14 de julho, que foi suspensa, chegaram, recentemente, a acordo.

A operadora chegou também a acordo com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) quanto à revisão das carreiras, incluindo um aumento salarial de 1,5% e a subida do subsídio de refeição para 9,20 euros.

A Fectrans defendeu que a proposta “aumenta a polivalência de funções e não valoriza a grelha salarial”, o que disse ser uma “medida estratégica” para recrutar novos trabalhadores e manter os atuais.

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A CP, por sua vez, acusou os sindicatos que convocaram a greve que decorre hoje e na quarta-feira de “prejudicar os seus associados” ao recusarem chegar a acordo, segundo um comunicado hoje divulgado pela transportadora ferroviária.

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