Ao longo da evolução humana, do conhecimento e da cultura, vários aspetos do nosso planeta e do nosso Universo, difíceis de entender, foram associados a forças sobre-humanas – fossem deuses, extraterrestres, ou outras formas de energia. Esta realidade sempre se pôs em diversas culturas, mas não deixou de despertar a curiosidade, ainda hoje, do ser humano sobre o que estrará para lá do nosso conhecimento tangível.
Veja-se questões como fenómenos meteorológicos: chuvas, tempestades, trovões, inundações, ondas de calor: anteriormente, em várias culturas, eram atribuídos à ira de Deus com o mundo.
Assim, recorda o The Conversation, é normal que, para o que ainda não conseguimos explicar hoje, recorramos a extraterrestres ou outras entidades.
O mistério e a dúvida cativam a mente humana, e qualquer fenómeno parece mais interessante quando há o ingrediente de nos parecer que alguém está a esconder alguma coisa: teorias da conspiração, os casos de quem acredita na Terra plana, que o homem não chegou à Lua ou que as vacinas foram criadas para manipular o comportamento humano, amplamente disseminadas ainda hoje nas redes sociais, são exemplo disso.
Além disso, as ‘provas’ que temos de visitas de extraterrestres são tão reais quanto alegorias da Bíblia, mesmo se olharmos a inscrições antigas, nas paredes das cavernas, de seres ou objetos que possam parecer sugerir aliens. O mesmo jornal recorda que a Humanidade sempre criou seres imaginários e mitológicos com algumas parecenças humanas, com propriedades mágicas, criou os seus deuses, e a alguns deu-lhes rosto humano, e coloca-os no céu: tal como os extraterrestres.
No Congresso dos EUA, recentemente o tema motivou acusações de um ex-membro da Força Aérea, que acusou o Pentágono de ter orquestrado um plano que, ao longo de décadas, tentar esconder provas de presença extraterrestre na Terra. Foi afirmado que o Pentágono estaria na posse de restos de naves extraterrestres e de “vestígios biológicos não-humanos”, afirmações reforçadas por um ex-comandante e um ex-piloto da Marinha.
Mas será mesmo assim? Quanto mais exploramos, quantas mais vezes vamos ao espaço, mais e mais longe, também aumenta a probabilidade de nos depararmos com fenómenos ou acontecimentos para os quais não temos (ainda) explicação, o que não significa que sejam extraterrestres.
Muitas vezes os casos relatados devem-se a restos de satélites e lixo espacial, ilusões de ótica, balões meteorológicos, aparelhos voadores ou outras explicações, quase sempre com origem bem humana.
Não é negada por cientistas e especialistas a existência de vida inteligente extraterrestres, aliás é defendida por muitos: o universo é tão vasto que é pouco provável que processos que levaram ao aparecimento e desenvolvimento de vida na Terra não de tenham repetido noutros pontos.
Mas daí a que esses seres nos tenham visitado, ainda vai uma distância considerável. E teria de ser à velocidade da luz. Estamos limitados por esta velocidade. pelo que, segundo as leis da Física, mesmo um planeta fora do nosso sistema solar mas próximo, implicaria uma viagem que levaria milhares e milhares de anos e ser feita. Talvez uma civilização ultra-avançada pudesse reduzir o tempo, mas não o suficiente para que se tornasse uma viagem usual.
Enquanto não haja provas físicas e exatas, explicam os cientistas ao The Conversation, “não estamos a falar de ciência, estamos a falar de historietas”, e mesmo que “as histórias possam entreter”, a verdade é que, contas feitas “não ajudam a construir a visão mais acertada da realidade”, pelo que o melhor é mesmo esperar pelas explicações da Ciência.














