Alexandre Ferreira Alves, que nas redes sociais se apresenta como Relações Públicas e que tem fotos com várias figuras do ‘jet set’ português, está a ser acusado de se fazer passar por consultor do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para angariar donativos junto de diversas pessoas e entidades. O arguido responde por sete crimes de abuso de designação e um de falsidade informática.
As primeiras tentativas de burla foram com telefonemas para reputadas instituições e empresas, fazendo-se passar por um determinado membro da equipa de Marcelo Rebelo de Sousa. O burlão usava o telemóvel da mãe ou o telefone fixo da casa dos pais e assumia sempre a mesma (falsa) identidade. O propósito começou por ser aceder a contactos.
O caso suscitou crescentes dúvidas e foi reportado à Presidência, que por sua vez entregou as informações recolhidas à Procuradoria-Geral da República. Posteriormente, a mesma pessoa passou a tentar outro tipo de burla. Mantendo a alegada identidade de um assessor de Marcelo, passou a pedir donativos para apoios de carácter social, alegadamente no âmbito de agenda social do PR e das ajudas que Marcelo Rebelo de Sousa estava a angariar para as vítimas do incêndio de Pedrógão.
Segundo a acusação a que a TVI teve acesso, uma das entidades lesadas foi o grupo Violas. A TVI diz que Alexandre Ferreira Alves contactou o presidente do grupo, em dezembro de 2017, fazendo passar-se pelo assessor do Presidente. Na altura pedia 5 mil euros para ajudar a financiar a cirurgia de um queimado.
A Casa Ferreirinha também foi alvo deste esquema. A Maria Leonor Freitas, Alexandre terá pedido mil euros para ajudar uma vítima queimada durante os incêndios de Pedrógão Grande.
Para enviar e-mails, o arguido utilizava uma conta de e-mail falsa com o nome de um dos consultores de Marcelo. Já o NIB fornecido para as transferências era o da mãe de Alexandre.
O julgamento de Alexandre Ferreira Alves começa no dia 9 de dezembro, no Campus da Justiça, em Lisboa.














