EUA suspendem apoio militar e inteligência à Ucrânia, confirma diretor da CIA

O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou que os Estados Unidos interromperam o fornecimento de apoio militar e partilha de inteligência com a Ucrânia, na sequência de uma decisão do presidente Donald Trump.

Pedro Zagacho Gonçalves

O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou que os Estados Unidos interromperam o fornecimento de apoio militar e partilha de inteligência com a Ucrânia, na sequência de uma decisão do presidente Donald Trump. A suspensão ocorreu após um encontro tenso entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, na última sexta-feira.

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Em entrevista à Fox Business Network, Ratcliffe explicou que a medida foi impulsionada por dúvidas do presidente norte-americano sobre o compromisso de Zelensky com o processo de paz.

“Trump tinha uma dúvida real sobre se o presidente Zelensky estava verdadeiramente comprometido com a paz e disse: ‘Vamos pausar’,” afirmou Ratcliffe à jornalista Maria Bartiromo.

O chefe da CIA acrescentou que, apesar da suspensão temporária, espera que a cooperação entre os dois países seja retomada em breve.

“Creio que esta pausa que permitiu essa reflexão desaparecerá e que voltaremos a trabalhar lado a lado com a Ucrânia para travar a agressão existente, mas também para colocar o mundo numa posição melhor para que as negociações de paz avancem”, declarou.

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Impacto na segurança e operações militares
A decisão de Washington teve um impacto imediato na capacidade operacional da Ucrânia. Segundo um alto responsável militar dos EUA, a suspensão levou a uma redução nas operações de inteligência, vigilância e reconhecimento, o que pode comprometer tanto ações ofensivas como a defesa aérea ucraniana.

“A Ucrânia depende fortemente da inteligência dos EUA para a sua estratégia de defesa e para a vigilância aérea”, explicou a fonte.

Desde o início da guerra, os Estados Unidos desempenharam um papel crucial no fornecimento de dados em tempo real sobre movimentos das tropas russas, permitindo à Ucrânia planear ataques e reforçar defesas. Com esta interrupção, Kiev poderá enfrentar desafios significativos no campo de batalha.

A suspensão da ajuda ocorre apesar de alertas prévios de responsáveis da segurança nacional dos EUA sobre a importância da partilha de inteligência com a Ucrânia. Antes da tomada de posse de Trump, a sua equipa de transição foi informada de que esta cooperação foi um dos fatores-chave do sucesso das operações ucranianas no terreno, segundo uma fonte familiarizada com as discussões.

A CNN noticiou na terça-feira que responsáveis militares norte-americanos e ucranianos estão a avaliar as consequências da suspensão da ajuda. A incerteza sobre a posição dos EUA aumenta as preocupações quanto à capacidade de resistência da Ucrânia num momento crítico do conflito.

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Embora Ratcliffe tenha expressado confiança na retoma do apoio dos EUA a Kiev, a decisão de Trump lança dúvidas sobre o futuro da aliança entre os dois países e o impacto que essa interrupção poderá ter na guerra em curso.

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