Na mesma semana em que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos invalidou a legalização do aborto até que o feto fosse viável, em junho de 2022, ocorreram 15 ataques a igrejas católicas no país. A maioria deles foram pichagens e pequenos danos às estátuas, mas em alguns casos extremos, como o da Igreja de São Colomano da Turíngia, na Virgínia Ocidental, o templo foi completamente queimado, reduzido a escombros num incêndio intencional.
Esse incidente marcou o auge de uma campanha de ataques a templos católicos que se intensificou desde o início dos protestos raciais em 2020. O senador republicano, Marco Rubio, um católico proeminente, escreveu uma carta a Joe Biden para investigar esta onde de ataques.
“Estes ataques com motivação religiosa raramente resultam em consequências para os infratores e fazem parte de uma tendência mais ampla de ativistas fanáticos que visam instituições religiosas. Exijo que se pronuncie sobre o número crescente de ataques às igrejas católicas e que faça da investigação completa e da repressão destes incidentes uma prioridade urgente para a sua administração”, escreveu o senador Rubio.
Nunca houve tantos ataques a igrejas católicas nos Estados Unidos: de acordo com dados da organização conservadora ‘Catholic Vote’ e a Conferência Episcopal Americana, foram contabilizados 404 ataques desde maio de 2020, ano em que eclodiu o protesto racial contra Donald Trump.
Só na capital Washington DC, por exemplo, há seis ataques registados: uma estátua da Virgem Maria banhada a tinta vermelha, uma estátua de Santo António de Pádua decapitada e desabada, uma suástica pintada na porta da Igreja da Anunciação, e a incêndio da paróquia de Santa Joana de Chantal em Betesda.
“Como presidente, tem o dever constitucional de garantir que as leis sejam executadas fielmente. A prioridade número um da sua administração deveria ser proteger e defender qualquer grupo da violência. No entanto, a passividade da sua administração faz com que as pessoas de fé em todos os EUA duvidem seriamente se está disposto e é capaz de defender a Igreja Católica e os seus paroquianos”, exortou o político republicano.














