EUA: Mercados, escolas e restaurantes sem comida devido a crise energética e nas cadeias de abastecimento
Várias escolas, mercados e restaurantes estão sem alimentos, devido aos atrasos nas entregas. Entre os muitos exemplos que se podem dar, o Wall Street Journal menciona uma escola em Denver onde a cantina já avisou que enfrenta a falta de leite. Em Chicago, os mercados locais sentem falta dos enlatados.
Várias escolas, mercados e restaurantes estão sem alimentos, devido aos atrasos nas entregas. Entre os muitos exemplos que se podem dar, o Wall Street Journal menciona uma escola em Denver onde a cantina já avisou que enfrenta a falta de leite. Em Chicago, os mercados locais sentem falta dos enlatados.
Ainda nesta região o Dill Pickle Food Co-Op ficou sem certos produtos secos porque os seus dois principais distribuidores não têm enviado encomendas completas nas últimas semanas.
“Nunca imaginei que estaríamos assim em outubro de 2021 a falar de problemas na cadeia de abastecimento, mas é uma realidade”, lamentou Vivek Sankaran, diretor executivo da Albertsons Cos, em entrevista à Blomberg, ecoando assim os lamentos de outros comerciantes da área do retalho”.
A crise dos contentores conjugada com a escassez de gás está a assolar a economia mundial
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Dificuldades de transporte, engarrafamentos nos portos, escassez de matérias-primas e de contentores. O setor do transporte marítimo está a sofrer com as condicionantes criadas pela pandemia. Depois de uma época de “hibernação” mundial, o disparar da economia levou ao colapso logístico global.
“Este ano, mais do que nunca, será aconselhável ser pró-ativo e antecipar as compras de Natal, pois a situação de colapso excecional que a logística marítima internacional atravessa pode colocar em risco o abastecimento de todo o tipo de produtos, sobretudo em períodos de máximo consumo como as que acontecerão no final do ano ”, avisa Oriol Montanyà, diretor do Departamento de Operações, Tecnologia e Ciência da Escola Superior de Gestão da UPF de Barcelona (UPF-BSM), em declarações ao ‘elEconomista’.
O aproximar de datas como Black Friday e Natal começam a colocar pressão em cima das cadeias de abastecimento. Atrasos nas encomendas e falta de contentores são apenas alguns dos ingredientes que podem levar a este colapso.
A instituição, com sede em Roma, previu ainda que 2021 bata um nove recorde no que toca à produção mundial de cereais. A organização estima que, até ao final do ano, sejam colhidas 2,800 mil milhões de toneladas, um pouco acima dos 2,788 mil milhões estimados há um mês. A partir de 2022, a FAO estima que este valor desça, mas ainda que se mantenha “num patamar confortável”.
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Nas últimas semanas, várias centrais chinesas de gás foram forçadas a fechar ou reduzir a produção, cedendo à pressão dos governos regionais que tentam cumprir as metas de emissões estabelecidas por Pequim. É o caso dos processadores de soja que esmagam grãos para produzir farinha para ração animal e óleo de cozinha.
Os preços dos fertilizantes, um dos elementos mais importantes da agricultura, estão a subir. Para piorar a situação um relatório publicado esta semana pelo Rabobank lança o alerta vermelho para a falta de leite, caso a energia seja interrompida deixando assim as máquinas de ordenha inoperacionais.
Do lado de lá das muralhas da china, os pastores australianos preparam-se para a redução da venda de lá, já que a China cortou em 40% as importações desta matéria-prima, segundo o Australian Broadcasting.