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Epidemia vs Pandemia: Saiba o que é e descubra as diferenças

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou esta quarta-feira, 11, que o novo coronavírus é uma pandemia. Mas até agora, o vírus foi tratado como uma epidemia. Sabe a diferença entre as duas classificações?

Uma epidemia é quando uma doença ocorre com frequência incomum numa determinada região e por um período de tempo limitado. Pandemia, por sua vez, é uma epidemia que se alastra para além das fronteiras de um determinado país ou mesmo continente.

Isso significa que o sucesso do controle da doença dependerá da cooperação entre os sistemas de saúde de diferentes países, e não que uma doença seja particularmente perigosa ou fatal.

Epidemia: uma região apenas

Se o número de doentes numa determinada região ultrapassa o nível (endémico) normalmente esperado, fala-se de uma epidemia. Se os casos de doença são limitados a um local, costuma-se falar de surtos.

Uma epidemia ocorre, por exemplo, quando a virulência de um patógeno específico muda: um vírus sofre mutação e torna-se mais contagioso. Mesmo no caso de doenças recém-introduzidas numa determinada área, isso pode resultar numa epidemia. O pré-requisito é que uma doença possa ser transmitida de pessoa para pessoa.

Um exemplo disso é a varíola, que os conquistadores europeus introduziram nas Américas no início do século 16. Como a população indígena nunca tinha estado em contato com os patógenos, não tinha qualquer resistência. Algumas projeções afirmam que até 90% da população indígena das Américas foi vítima de varíola.

Pandemia: propagação mundial

Se uma doença se dissemina não apenas regionalmente, mas entre países e continentes, os especialistas referem-se a uma pandemia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, as pandemias são causadas principalmente por novos patógenos ou tipos de vírus. Por exemplo, podem ser zoonoses, ou sejam, doenças transmitidas de animais para humanos.

Se uma doença é nova entre seres humanos, poucos estarão imunes ao vírus. Neste caso, também não há vacinas, e o número de pessoas doentes costuma ser alto. O grau de periculosidade ou mortalidade de uma doença depende do vírus específico e do estado de saúde do paciente.

Mesmo que uma doença seja inofensiva na maioria dos casos, em termos percentuais, numa pandemia o númerode  casos graves pode ser muito alto. Isso deve-se simplesmente ao facto de, no total, haver um número muito grande de infecções com os patógenos.

A gripe é o exemplo de uma doença que repetidamente assume proporções pandémicas. A gripe espanhola de 1918, com 25 milhões a 50 milhões de vítimas, matou mais do que a Primeira Guerra Mundial. A gripe suína também desencadeou uma pandemia em 2009.

Mesmo no caso de uma pandemia, áreas isoladas podem ser poupadas da doença, tais como ilhas ou regiões montanhosas. No entanto o tráfego aéreo favorece a disseminação de pandemias.

Os termos epidemia e pandemia normalmente referem-se a doenças infecciosas. Como eles transmitem uma necessidade de ação urgente, às vezes são também usados em relação a doenças não transmissíveis – por exemplo: uma epidemia de diabetes.

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