Manutenção da Ponte 25 de Abril custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano – IP

(REPETIÇÃO) Lisboa, 06 ago 2026 (Lusa) — A manutenção e inspeção da Ponte 25 de Abril, que celebra hoje 60 anos, custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal (IP), que assegura os “mais elevados padrões de segurança”.

Executive Digest com Lusa

(REPETIÇÃO) Lisboa, 06 ago 2026 (Lusa) — A manutenção e inspeção da Ponte 25 de Abril, que celebra hoje 60 anos, custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal (IP), que assegura os “mais elevados padrões de segurança”.

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A Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, “é objeto de inspeção e manutenção permanentes”, garantiu a IP, em resposta à agência Lusa, detalhando que existe “uma equipa interna exclusivamente dedicada” a estas funções.


“Estas atividades representam um investimento médio anual de cerca de 1,6 milhões de euros, abrangendo inspeções, manutenção, materiais consumíveis e equipamentos, bem como estudos, projetos e serviços de consultoria”, adiantou a empresa pública gestora das redes rodoviárias e ferroviárias.


Inaugurada em 06 de agosto de 1966, esta ponte suspensa é uma referência internacional da engenharia, com um tabuleiro com mais de dois quilómetros (km) de comprimento, 74.196 km de fio de aço e 72.600 toneladas de aço utilizadas na construção.


As suas torres principais elevam-se 196 metros acima do nível da água e o pilar sul atinge uma profundidade de 80 metros abaixo do nível da água.

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Para a sua manutenção, a IP conta ainda com o apoio de entidades especializadas, como o ISQ — Instituto de Soldadura e Qualidade e o LNEC — Laboratório Nacional de Engenharia Civil, responsável pela monitorização estrutural da ponte, “incluindo o acompanhamento do comportamento global da estrutura, a monitorização geodésica e a implementação de planos de instrumentação, entre outros trabalhos especializados destinados a verificar o comportamento da infraestrutura em exploração face aos critérios adotados na sua conceção”.


Também o projetista original da ponte, a empresa norte-americana Parsons, continua a acompanhar o comportamento da estrutura e as principais intervenções nela realizadas, em articulação com a IP, apontou a entidade.


A mais recente empreitada de reabilitação e reforço estrutural foi concluída em março de 2024 e, atualmente, estão em desenvolvimento estudos para o projeto de pintura geral da ponte, para “assegurar a preservação e a durabilidade desta infraestrutura”, revelou a IP.


Em setembro de 2025, o eleito do Chega em Lisboa Bruno Mascarenhas afirmou, numa reunião da Assembleia Municipal, que a ponte “está num estado preocupante em termos da sua sustentação”.


Questionada pela Lusa, a IP garantiu que as atividades de inspeção, monitorização e manutenção realizadas “asseguram que a Ponte 25 de Abril continua a responder aos mais elevados padrões de segurança, fiabilidade e desempenho, preservando uma infraestrutura emblemática que, todos os dias, garante a travessia do rio Tejo a centenas de milhares de pessoas”.

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Atualmente, de acordo com a IP, a ponte é utilizada diariamente por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios, servindo, nas suas valências rodoviária e ferroviária, mais de 100 milhões de utilizadores por ano.


Além desta infraestrutura, em 1998 foi inaugurada uma segunda ponte sobre o Tejo em Lisboa, a Ponte Vasco da Gama, estando atualmente prevista a construção de uma nova travessia rodoferroviária entre Chelas e Barreiro e uma ligação rodoviária entre Algés e Trafaria.


Relativamente à Terceira Travessia do Tejo, a IP disse que se encontra “a desenvolver, por incumbência do Governo, os estudos técnicos, económicos e ambientais necessários à concretização do projeto da nova travessia rodoferroviária”, prevendo-se a submissão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) durante o terceiro trimestre deste ano, ou seja, até setembro.


Segundo a IP, a ligação rodoviária entre Algés e Trafaria é identificada como “projeto prioritário” pelo atual Governo, estimando-se que o concurso do Estudo Prévio e Estudo de Impacte Ambiental seja lançado até final do ano.


No âmbito dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, a agência Lusa solicitou uma entrevista à IP, bem como uma visita a esta infraestrutura, mas apenas obteve uma resposta escrita.

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SSM/MPE // VAM

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