É dia de olhar para o céu: Primeira super-lua de 2026 ocorre hoje

Hoje, os céus de Portugal serão iluminados pela primeira super‑lua do ano, um fenómeno astronómico que promete deslumbrar os observadores.

Pedro Zagacho Gonçalves

Hoje, os céus de Portugal serão iluminados pela primeira super‑lua do ano, um fenómeno astronómico que promete deslumbrar os observadores. Esta lua cheia, conhecida tradicionalmente como Lua do Lobo, ocorre quando a Lua coincide com o ponto mais próximo da Terra na sua órbita, o perigeu, o que a faz parecer maior e mais brilhante do que o habitual.

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A super‑lua acontece quando a Lua cheia se dá exatamente no momento em que a Lua está no seu perigeu, o ponto da órbita em que a distância entre o satélite natural e a Terra é mínima. Neste ponto, a Lua encontra-se cerca de 220.000 milhas (aproximadamente 354.000 km) da Terra, em comparação com as 250.000 milhas (cerca de 402.000 km) que a separam no seu ponto mais afastado, o apogeu. Esta proximidade faz com que a Lua cheia se veja consideravelmente maior e mais luminosa no céu noturno.

Normalmente, Portugal e outras regiões podem observar três a quatro super‑luas por ano, mas é raro que aconteçam quatro consecutivas, como foi o caso das super‑luas de outubro a dezembro de 2025: a Lua da Colheita, a Lua do Castor e a Lua Fria. A Lua do Lobo de hoje completa esta sequência.

Por que é chamada Lua do Lobo
O nome Lua do Lobo tem origem em tradições antigas, anteriores à utilização dos calendários modernos. Nesses tempos, os nomes das luas cheias ajudavam a marcar as estações do ano e a orientar atividades agrícolas e culturais. A Lua do Lobo é assim denominada porque, historicamente, era frequente ouvir lobos a uivar durante as noites de inverno, especialmente em regiões do Hemisfério Norte.

Como observar a super‑lua
A Lua do Lobo será visível ao longo da noite, atingindo o seu brilho máximo no início da noite e mantendo-se destacada no céu até às últimas horas antes do nascer do Sol. Para uma observação ideal, os especialistas recomendam procurar locais com horizonte desimpedido e o mínimo de poluição luminosa possível. Este fenómeno oferece aos observadores a oportunidade de ver a Lua maior e mais luminosa do que é habitual, proporcionando um espetáculo visual raro, especialmente durante o início do ano.

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A super‑lua de hoje marca o arranque de um ano especial em termos astronómicos: 2026 terá 13 luas cheias, em vez das habituais 12, tornando este ano particularmente interessante para os entusiastas da astronomia. Além da Lua do Lobo, o calendário lunar incluirá luas como a Lua da Neve em fevereiro, a Lua dos Vermes em março, e a Lua da Flor na primavera, entre outras, cada uma com significados e tradições próprias.

Este sábado será, portanto, uma noite propícia para observar a primeira grande lua cheia de 2026. A combinação de proximidade da Lua com a Terra e as condições de céu limpo prometem uma experiência visual marcante, reforçando a tradição de observar e celebrar os ciclos lunares que marcam o ritmo das estações e da vida natural.

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