Donald Trump desmentido pela FDA

Presidente norte-americano escreveu no Twitter que vacina da Moderna fora aprovada de forma esmagadora. O regulador negou e respondeu que a situação estava ainda sob análise.

Mara Tribuna

A Food and Drug Administration (FDA), a agência de medicamentos norte-americana, contrariou a afirmação feita pelo Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, esta sexta-feira na rede social Twitter, onde anunciou que a vacina contra a Covid-19 da Moderna tinha sido aprovada “de forma esmagadora”.

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A FDA reiterou que ainda não deu ‘ok’ à aprovação urgente e ainda está a analisar os dados relativos à vacinaEsta quinta-feira, a agência norte-americana informou que estava a “trabalhar rapidamente para finalizar e emitir uma autorização de utilização de emergência” – uma declaração que continua “atual”, disse hoje o porta-voz da FDA, Michael Felberbaum, à CNBC.

É possível que Donald Trump se tenha referido a uma votação desta quinta-feira do Comité Consultivo da FDA, que recomendou que o órgão regulador dos Estados Unidos concedesse uma autorização de emergência para a sua comercialização.

Trump escreveu no Twitter que a vacina contra a Covid-19 tinha sido aprovada “de forma esmagadora” e que a distribuição ia “começar imediatamente”.

Embora a FDA não tenha necessariamente de seguir a recomendação deste comité, muitas vezes segue. Espera-se que a agência de medicamentos dos EUA autorize a vacina da Moderna oficialmente ainda esta sexta-feira.

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Os Estados Unidos já começaram a campanha de vacinação em massa na segunda-feira, dia 14, com as primeiras injeções da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech a serem administradas.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) recomendou que a vacinação começasse, inicialmente, pelos profissionais de saúde e pelos funcionários ou residentes em ou trabalham em lares de idosos.

Os Estados Unidos estão a confrontar-se há mais de um mês com um aumento dos casos da doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 e mais de 113 mil pessoas estão atualmente hospitalizadas devido à covid-19, de acordo com dados do Ministério da Saúde norte-americano.

O país registou na quinta-feira mais 3249 mortes e 247.544 novos contágios, nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

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