Se a Rússia neste momento ‘chora’ o falhanço da sua missão primeira missão lunar dos últimos 50 anos, a China pode congratular-se com uma descoberta muito impactante, que revela milhares de milhões de história do nosso satélite natural.
O rover da missão chinesa Chang’e-4, permitiu pela primeira vez que os cientistas visualizassem estruturas “escondidas” centenas de metros abaixo da superfície do ‘lado negro’ (o que não está virado para a Terra) da Lua.
A descoberta foi feita pelo Yutu-2 rover, através do seu Radar de Penetração Lunar (LPR). O aparelho conseguiu criar um mapa em profundidade da superfície lunar, através do eco de sons que rebatiam nas estruturas profundas da Lua, e escondidas de vista que permitiriam fotografias normais.
O aparelho já tinha feito história em 2019, por ser o primeiro objeto humano a aterrar no lado mais longínquo da Lua.
A nova descoberta foi deita a uma profundidade de cerca de 300 metros. Os dados recolhidos sugerem que os primeiros 40 metros da superfície lunar são compostos por camadas de pó, detritos e rochas.
A análise por radar revelou a presença de uma cratera escondida, que se formou quando um grande objeto atingiu a superfície do corpo, e permitiu também mapear os fluxos de lava antigos da Lua.
O novo estudo, publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, revela que haveria lava lunar a fluir na superfície daquele lado da Luz a milhares de milhões de anos.
Descobrimos múltiplas camadas acima dos 300 metros de profundidade que indicam uma série de erupções basálticas que ocorreram à milhares de milhões de anos”, explicam os cientistas.
A atividade vulcânica da Luz, sugerem os dados recolhidos, terá reduzido de forma gradual desde a sua formação, à 4.5 mil milhões de anos.














