Da China a Marrocos. Novo açambarcamento de comida à vista

Em Marrocos, o governo eliminou as taxas alfandegárias associadas à importação de trigo até ao final de 2020. Já no Paquistão, verifica-se um aumento das compras de açúcar.

Executive Digest

Em Marrocos, o governo eliminou as taxas alfandegárias associadas à importação de trigo até ao final de 2020. Já no Paquistão, verifica-se um aumento das compras de açúcar e trigo, ao passo que a China aumentou as aquisições alimentares graças a um novo acordo comercial com os EUA. Taiwan também anunciou planos no sentido de reforçar as suas reservas de comida e a Jordânia já tem trigo suficiente para 17 meses.

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Estes são apenas alguns dos passos dados recentemente por países de vários pontos do planeta e que podem ser o prenúncio de um novo açambarcamento de comida. Segundo a Bloomberg, comerciantes na área da agricultura têm estado numa maratona de compras desde que a pandemia de COVID-19 começou a afectar as cadeias de abastecimento.

A corrida aos produtos já não se faz apenas nos supermercados, junto do consumidor final, mas desde logo no início da cadeia de valor. A mesma agência noticiosa considera que estas compras antecipadas são uma forma de os países se protegerem face a possíveis falhas provocadas pela crise sanitária. Trata-se de uma abordagem mais conservadora e que tem em consideração potenciais problemas no futuro.

«Muitos podem comprar agora mas depois comprar menos no novo ano porque não irão precisar», comenta Abdolreza Abbassian, economista da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Além disso, explica a especialista, poderão estar a precaver-se face a um aumento previsível do preço do trigo.

Neste momento, aliás, já se nota uma subida nos preços do sector agrícola no geral, justificada pelo aumento da procura e por fenómenos meteorológicos que afectam as colheitas.

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«Muitos países de todo o Mundo, em termos de abastecimento alimentar, passaram de uma filosofia de ‘mesmo a tempo’ para uma filosofia de comprar comida ‘só para o caso de…’», acrescenta Ray Young, Chief Financial Officer da ADM.

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