Costa confirma: Estado de Emergência deve prolongar-se até maio

O primeiro-ministro, António Costa, confirmou esta terça-feira que o Estado de Emergência em Portugal deve prolongar-se até maio.

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, confirmou esta terça-feira que o Estado de Emergência em Portugal deve prolongar-se até maio.

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“Da parte do Governo é esse o entendimento. Pelo menos até ao final deste processo é preciso manter o estado de emergência, para garantir que estes passos são dados com segurança”, disse o responsável aos jornalistas quando questionado sobre o que já tinha dito Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final de uma visita às obras de requalificação na Escola Secundária Camões, em Lisboa, em que esteve acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O primeiro-ministro disse ainda que os dados que tem recebido mostram que “estamos no caminho certo”. “As coisas estão a correr bem”, Costa, deixando um aviso: “Temos de ir testando e medindo. As coisas não correm bem por acaso. Só correm se mantivermos a disciplina”, afirmou.

“Não podemos perder tudo o que conseguimos” até porque “vivemos um mês de janeiro e fevereiro dramático”. “Agora que conseguimos conquistar esta situação, temos de conseguir manter assim”, disse referindo o que acontece noutros países” onde “não houve capacidade de controlar” a pandemia, adiantou.

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Sobre as escolas, o princípio para o funcionamento “é sempre o nacional, mas, caso haja um surto, estas podem encerrar”, tal como aconteceu no Outono passado, confirmou sublinhando que o “critério nacional tem a ver com a igualdade de oportunidades”, mas que isso “não exclui que em caso de haver um surto da escola não haja uma intervenção nessa escola”.

Costa falou ainda sobre a Páscoa e a fiscalização das regras. “É evidente que as autoridades estarão lá para fazer cumprir a lei”, insistindo contudo na mensagem da responsabilização individual: “O primeiro controlo que tem de haver é de nós próprio. Não é um jogo entre o governo que impõe medidas e as pessoas que tentam contornar, fugindo à polícia. Não é assim que queremos viver. Queremos viver numa sociedade responsável, que tem suportado muitos sacrifícios”, afirmou.

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