Coreia do Norte pode já ter capacidade nuclear para ultrapassar defesa antimíssil dos EUA

O reforço da cooperação entre a Rússia e a Coreia do Norte está a coincidir com um crescimento acelerado do arsenal nuclear de Pyongyang. O regime de Kim Jong-un poderá já dispor de meios suficientes para contornar as defesas antimísseis dos Estados Unidos.

Patrícia Moura Pinto

A Coreia do Norte, um dos aliados mais próximos da Rússia, poderá já ter capacidade para ultrapassar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e executar um ataque nuclear limitado. A informação foi avançada pela Bloomberg com base em declarações do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

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De acordo com a agência de notícias, Pyongyang tem vindo a expandir rapidamente o seu arsenal nuclear, sendo atualmente capaz de produzir material físsil suficiente para construir até 20 ogivas nucleares por ano. Este ritmo de produção levanta preocupações quanto à evolução da capacidade militar norte-coreana na próxima década.

Se esta tendência se mantiver, o arsenal do país poderá aproximar-se, a médio prazo, do nível de potências nucleares como a França, aumentando significativamente o equilíbrio de forças no panorama global.

Cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte

A recente visita do ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, à Coreia do Norte culminou na assinatura de um novo tratado de defesa válido até 2031. Este acordo reforça a cooperação entre Moscovo e Pyongyang, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia.

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A Coreia do Norte tem fornecido munições à Rússia, enquanto recebe em troca apoio alimentar e assistência no desenvolvimento do seu programa de mísseis, de acordo com informações divulgadas por meios internacionais citados na mesma fonte.

Entre os principais desenvolvimentos estão os mísseis balísticos intercontinentais da família Hwasong, incluindo os modelos Hwasong-15, Hwasong-17, Hwasong-18 e Hwasong-19. Estes sistemas são considerados capazes de penetrar as defesas antimísseis dos Estados Unidos.

Para além disso, Pyongyang dispõe de um vasto arsenal de mísseis de curto alcance, com capacidade para atingir aliados dos EUA na Ásia e bases militares norte-americanas, incluindo a ilha estratégica de Guam.

Especialistas alertam para nova fase da ameaça nuclear

Analistas internacionais consideram que a Coreia do Norte deixou de se limitar a ameaças retóricas, passando a dispor de meios concretos para as concretizar. A experiência acumulada na gestão do seu arsenal e a confiança crescente nos sistemas de lançamento são fatores que reforçam esta avaliação.

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Estimativas anteriores dos serviços de informação dos EUA apontavam para cerca de 10 mísseis capazes de atingir território norte-americano. No entanto, especialistas independentes indicam agora que o número de lançadores poderá chegar aos 50, evidenciando uma capacidade muito superior à anteriormente conhecida.

Este cenário reforça os alertas sobre o aumento do risco nuclear e a necessidade de acompanhamento atento da evolução militar da Coreia do Norte.

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