O encerramento de escolas só se justifica se houver uma indicação expressa nesse sentido das autoridades de saúde e o fecho de grandes museus também não faz sentido para já, bastando a limitação de visitas, concluíram os especialistas do Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP), órgão de consulta do Governo e de análise de situações graves como pandemias.
“Devem ser reforçadas medidas de contenção e só se justifica o encerramento, total ou parcial, de estabelecimentos de ensino por determinação expressa das autoridades de saúde”, disse Jorge Torgal, membro do CNSP, numa conferência de imprensa conjunta com a ministra da Saúde, Marta Temido, e a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas.
Já a diretora geral da Saúde deu o aval à decisão e esclareceu que o encerramento das escolas será avaliado “caso a caso”, a nível regional. “Não podemos estar antecipadamente a criar medidas desproporcionadas”, disse, acrescentando: “Nesta fase, com esta realidade, o que o Conselho [Nacional de Saúde Pública] considera é o que faz sentido”.
O órgão de consulta do Governo esteve esta tarde reunido durante mais de cinco horas, para avaliar as medidas de contenção a adotar por forma a conter a propagação do coronavírus. Inclui especialistas em saúde pública e epidemiologia, além de responsáveis da Direcção-Geral da Saúde e do Infarmed (autoridade do medicamento).
A decisão final fica, em última instância, a cargo do governo. E esta só será conhecida amanhã depois do Conselho de Ministros. “Amanhã [quinta-feira] haverá reunião do Conselho de Ministros e, portanto, serão adotadas as orientações que tiverem de ser orientadas em função das decisões deste Conselho. Esta noite não vai ser seguramente decretado nada”, disse António Costa esta quarta-feira à noite.
O primeiro-ministro já tinha, no entanto, feito questão de sublinhar que o Governo iria ouvir e adoptar as medidas que os especialistas deste órgão de consulta considerarem mais adequadas.




