Comprou uma Bimby e recebeu um garrafão? Saiba como evitar burlas

Em 2019, chegaram ao Portal da Queixa mais de 3400 casos de burla, mais 13% do que em 2018, ano em que pouco ultrapassavam três mil. E a avaliar pelos números do início de ano as ocorrências não dão sinais de abrandamento. «Em Janeiro de 2020, já recebemos 330 reclamações sobre este tema, um aumento de 19%, comparativamente às 277 registadas em Janeiro do ano passado», revelou Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa, ao “Diário de Notícias” (DN).

«Todos os dias recebemos em média dez casos relacionados com burlas ou esquemas de fraude que lesam os consumidores», diz Pedro Lourenço ao “DN”. «O sector mais fustigado com este tipo de reclamações continua a ser o das telecomunicações, onde as fraudes com SMS e burlas com vendas agressivas de contratos de TV e internet são as mais recorrentes, com 593 reclamações em 2019», relata.

Desde compras em plataformas em que se faz negócio entre particulares – e cujo envio por correio obriga ao pagamento antes da abertura da encomenda -, a falsos inquéritos de satisfação com a promessa de prémios ou vouchers que no fim de contas são subscrições de SMS de valor acrescentado, passando por burlas porta-a-porta ou por telefone, para a contratação de serviços de electricidade, televisão ou Internet. A imaginação dos burlões não tem limites. Maria viu num portal de vendas em segunda-mão uma Bimby por 450 euros, mas quando abriu a caixa encontrou apenas papéis e um garrafão de água. O caso remonta a 2013.

«A principal forma de o consumidor se proteger contra um esquema de fraude ou burla é efectuar pesquisas antes de comprar”, alerta Pedro Lourenço. “Existirá sempre informação, tanto de outros consumidores, que pela partilha das suas experiências alertam para estes esquemas, quanto junto das marcas ou de organismos de proteção aos consumidores», recomenda o CEO do Portal da Queixa.

No final de Janeiro, um consumidor que comprou online uma câmara de filmar de 43 euros e recebeu uma lupa de cinco euros. «Sendo as burlas na sua grande maioria feitas por particulares, será muito difícil o ressarcimento dos valores perdidos, mesmo após um processo criminal por denúncia junto das autoridades», aponta Pedro Lourenço, acrescentando que «é fundamental que a compra seja efectuada a uma entidade colectiva, onde seja possível identificar a sua morada e representantes legais, para possibilitar a recuperação de valores, mesmo que por via legal, com efeito de penhora».

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