Como vai a igualdade de género? Mulheres recebem menos mas estudam mais

Há mais mulheres a estudar nas universidades do que homens.

Filipa Almeida

A diferença salarial entre géneros na União Europeia é de 14,8%. Dados divulgados pelo Eurostat relativamente a 2018 mostram uma descida de 1,2% face a 2013. Olhando apenas para Portugal, o chamado “gender pay gap” é ainda superior, atingindo os 16,2%. Ainda assim, trata-se de um valor melhor do que aquele registado em 2015, quando foi alcançado um pico de 17,8%. Desde então, a tendência tem sido de diminuição da diferença entre homens e mulheres.

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Por outro lado, nota-se uma subida de 1,5% desde 2014 no que concerne a frequência de ensino superior entre homens e mulheres, com a diferença a fixar-se actualmente nos 10,5%, a nível da União da Europeia dos 27. Neste caso, porém, são as mulheres que lideram: há mais mulheres a estudar nas universidades do que homens.

Em Portugal, verifica-se uma tendência semelhante, com uma diferença de 12,8% entre o número de mulheres no ensino superior e o número de homens. Também por cá são mais as mulheres a prosseguir estudos.

Em termos de empregabilidade nota-se uma ligeira subida de 0,1% em relação a 2014 no geral da UE: os números mais recentes do Eurostat apontam para uma diferença de 11,7% com desvantagem para as mulheres. Em Portugal, a diferença é de 7,2%.

Por outro lado, verifica-se um aumento mais significativo (+8,%) no número de mulheres presentes nas administrações das empresas, chegando agora aos 28,4%. Em Portugal, a trajectória também tem sido ascendente ao longo da última década e, em 2019, 24,6% dos cargos de gestão senior em Portugal eram ocupados por mulheres.

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