China responde à acusação de “conspiração” de Trump

Governo chinês enfatizou esta quinta-feira que as suas relações com outros países “não são direcionadas contra terceiros”, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que os líderes da China, Rússia e Coreia do Norte estavam “a conspirar” contra Washington

Francisco Laranjeira

O Governo chinês enfatizou esta quinta-feira que as suas relações com outros países “não são direcionadas contra terceiros”, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que os líderes da China, Rússia e Coreia do Norte estavam “a conspirar” contra Washington durante um desfile militar em Pequim.

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“O desenvolvimento de relações diplomáticas da China com qualquer outro país nunca foi direcionado contra terceiros”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, segundo o jornal chinês ‘Global Times’.

Segundo o responsável, a China convidou estrangeiros para participar de eventos em Pequim em comemoração ao 80º aniversário do fim da II Guerra Sino-Japonesa e da II Guerra Mundial, para “se juntar aos países e povos amantes da paz na lembrança da história, homenageando aqueles que sacrificaram as suas vidas, louvando a paz e olhando para o futuro”.

Os comentários de Guo foram feitos depois de o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ter expressado a sua “esperança” de que as palavras de Trump “fossem ditas figurativamente” e não literalmente. “Ninguém está a planear qualquer conspiração”, enfatizou, antes de defender o facto de que as relações entre Moscovo e outros países não são contra ninguém.

Recorde-se que Trump fez uma publicação na sua rede social ‘Truth Social’, na passada terça-feira, a pedir ao presidente chinês Xi Jinping para estender as suas “calorosas saudações” a Putin e ao líder norte-coreano Kim Jong-Un enquanto eles “conspiram contra os Estados Unidos”, referindo-se à sua presença no desfile em Pequim.

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“A grande questão que precisa de ser respondida é se Xi mencionará ou não o enorme apoio e o sangue que os EUA deram à China para ajudá-la a libertar-se de um invasor estrangeiro muito hostil. Muitos americanos morreram na luta da China pela vitória e glória. Espero que sejam devidamente homenageados e lembrados pela sua coragem e sacrifício”, apontou, antes de desejar a Xi e ao “maravilhoso povo chinês” um “grande e duradouro dia de celebração”.

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