O parlamento francês decidiu passar a considerar o grupo mercenário Wagner como uma organização terrorista e Yevgeny Prigozhin, líder do grupo, não tardou a responder, dirigindo uma série de ameaças ao Presidente Emmanuel Macron.
Em conferência de imprensa, esta quarta-feira, quando respondia a perguntas de jornalistas russos, Prigozhin afirmou que o grupo Wagner está a salvar pessoas na África Central de soldados franceses, acusando-os de “simplesmente gozarem com quem precisa de ajuda”.
“Nos vamos arrancar os dentes poder, um por um, daquelas bocas más, com alicates. Vmos arrancar os dentes de Macro e, generalizadamente, de toda a gente que expelir mentiras patologicamente sobre o grupo Wagner”, declarou.
Na terça-feira, os deputados franceses pediram à UE que registe o grupo Wagner na lista das organizações terroristas em atividade no continente, e exigiu mais medidas e ferramentas legais para que a atividade financeira dos mercenários se torne impossível na Europa. O próprio Prigozhin foi alvo de sanções em abril do ano passado.
“Não são apenas mercenários, têm uma vontade de assassinar civis para obterem ganhos políticos e para desestabilizarem instituições”, comenta Benjamin Haddad, deputado do partido de Macron, em declarações ao Politico.
Os mercenários ‘Wagner’ têm tido um papel ativo na invasão da Rússia à Ucrânia, mas protagonizam um ‘braço-de-ferro’ com o Ministério da Defesa, não poupando críticas ao Governo e, nas últimas semanas, queixam-se de falta de munições, apoio e equipamentos, o que deixa antever um desacordo com Putin, de quem Prigozhin é próximo.





