O CEO da OpenAI, Sam Altman, responsável pela ferramenta de IA (Inteligência Artificial) mais popular deste momento, deu uma entrevista à revista ‘Forbes‘, onde admitiu que o ChatGPT pode vir a “romper com o capitalismo”.
A entrevista completa à revista norte-americana toca em inúmeros temas sobre as polémicas em que a plataforma se vê envolvida, bem como as suas particularidades.
Embora Altman não pense que estamos perto das tecnologias de inteligência artificial ganharem consciência, acredita que criar estas tecnologias é “o impulso que suporta todas as minhas ações” e é a razão de ser para a empresa.
De seguida, o jornalista Alex Konrad, da Forbes, questionou o líder sobre a tensão inerente em relação ao capitalismo, encontrada entre uma ferramenta “orientada para pesquisa” e o dinheiro que os investidores colocaram nela.
“Eu acho o capitalismo incrível. Eu adoro o capitalismo”, sublinhou o CEO. “De todos os sistemas terríveis que o mundo tem, é o melhor – ou o menos mau que encontrámos até agora. Espero que encontremos um caminho melhor”, refere.
Acrescentou depois: “eu acho que se a Inteligência Artificial realmente acontecer completamente, posso imaginar todas as maneiras pelas quais ela vai romper com o capitalismo”.
“Tentamos projetar uma estrutura que é, até onde eu sei, diferente de qualquer outra estrutura corporativa existente, porque realmente acreditamos no que estamos a fazer. Se pensássemos que esta seria outra empresa de tecnologia, eu diria: ‘Ótimo, conheço este manual porque tenho feito isso durante toda a minha carreira, então vamos fazer uma empresa realmente grande’. Mas se realmente obtivermos IA e ela vingar, precisaremos de algo diferente [na estrutura da empresa]. Portanto, estou muito animado para que a nossa equipa e os nossos investidores se saiam super bem, mas não acho que nenhuma empresa deva possuir o universo da Inteligência Artificial que existe. Como os lucros da OpenAI são partilhados, como o acesso é partilhado e como a governança é distribuída, essas são três questões que vão exigir um novo pensamento”, sublinhou ao jornalista.
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