Católica Porto Business School: Formação de excelência

A prioridade da escola é sempre a qualidade e excelência da formação oferecida, seja ela online, presencial, em formato aberto ou customizado

Executive Digest

“Continuamos próximos”. Esta é uma das principais mensagens da Católica Porto Business School e expressa a promessa que a escola fez junto de todos os seus públicos, para se manterem próximos num contexto de confinamento social. «Neste sentido, só com a vontade e esforço de cada um destes públicos é que seria possível alcançar os resultados positivos obtidos nos novos formatos de ensino online. Os professores tiveram um papel crucial, e conseguiram adaptar-se rapidamente, investindo muito tempo a reajustar as aulas, com o objectivo de evitar que o online fosse uma mera transposição do presencial para uma plataforma virtual. E esta vontade, disponibilidade e profissionalismo das equipas docentes foi crucial para que os alunos aceitassem as mudanças com maior naturalidade. A adaptação dos professores foi, aliás, imediata. Todos tivemos a noção de que a situação com a qual nos deparávamos não seria ultrapassada num prazo curto, pelo que a resposta tinha de ser rápida, adequada a cada nível de ensino, consistente e capaz de cumprir os outcomes da formação», explica Ana Côrte-Real, associate dean da Católica Porto Business School.

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A mudança verificou-se nos três níveis de ensino, ainda que com uma maior especificidade no âmbito da formação executiva, onde, após uma cuidada análise, curso a curso, não se passaram todos os programas para online, mas também não se adiaram todos os programas para quando o ensino presencial possa voltar. Foram debatidas as melhores alternativas com os directores dos programas e com os alunos, sempre numa lógica de encontrar a melhor solução dentro de um cenário diferente. No âmbito da formação executiva, a escola teve cursos que na primeira semana de confinamento social passaram de imediato para o ensino online. Estes programas exigiram adequar as cargas lectivas, alguns formatos de avaliação e o respectivo cronograma. Sabendo que sessões de quatro horas online são extraordinariamente difíceis, encurtaram a duração das aulas, alteramos formatos de avaliação para testes online com consulta (ou mesmo para take-homes individuais) e assumiram que teriam o fecho de todos os programas em formato presencial, mesmo que isso implicasse aumentar a carga lectiva do curso. «Tudo sem qualquer acréscimo de custo para os alunos; afinal, não nos faz sentido que a “despedida” dos alunos seja virtual», sublinha Ana Côrte-Real.

«Noutros programas fizemos uma alteração dos módulos, antecipando aqueles que consideramos que funcionariam melhor online, seja pelas temáticas que abordam ou pela metodologia de ensino. Independentemente do formato que passamos a ter e adoptar, estamos convictos de que todos eles oferecem uma formação de a qualidade e excelência», acrescenta a associate dean.

Pelo facto dos alunos de formação executiva serem gestores e executivos de empresas, a escola teve particular atenção na reformulação dos programas executivos. Enquanto os alunos dos mestrados e licenciaturas são, maioritariamente, alunos a 100% (cujo “emprego” é o de estudar), os alunos da formação executiva depararam-se com um sem fim de desafios: teletrabalho, problemas nas empresas, gestão de equipas remotamente, gestão familiar, acompanhamento dos filhos nas actividades escolares, trabalho doméstico, apoio a familiares, entre muitos outros factores. Além destas “pesadas” rotinas, a necessidade de disponibilidade psicológica e de tempo para acomodar formação acaba por se tornar numa preocupação menos prioritária. «No entanto, a nossa escola assumiu o papel de parceira neste percurso, explicitando a importância de se manter o percurso de aprendizagem e reforçando que o investimento na formação seria fundamental para ajudar a passar esta fase, até pela oportunidade de partilha entre pares e professores. Ao mesmo tempo, todas as semanas partilhamos artigos relevantes sobre temáticas relacionadas com o contexto, organizamos vários webinars e, fruto da parceria com a Associação Encontrar+se, uma associação que promove a saúde mental, enviamos conteúdos para que os nossos alunos estejam mais preparados para lidar com os vários desafios inerentes ao contexto actual», afirma Ana Côrte-Real.

O ensino à distância não promove, naturalmente, exactamente a mesma experiência de aprendizagem, numa perspectiva holística da formação. No entanto, do ponto de vista da apreensão das ferramentas, das competências e dos outcomes da formação, o formato online consegue entregar o mesmo valor. Com este formato de ensino perde-se a “vida” no campus da universidade, a interacção pessoal com as equipas de coordenação, com colegas e alunos de diferentes programas. No entanto, existem realidades no online que não acontecem no presencial. Curioso perceber, aliás, que existem alguns participantes que interagem muito mais nas sessões online do que nas sessões presenciais, colocando mais questões, e participando mais nas discussões em chat.

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Combinação

No âmbito da formação executiva, um dos formatos mais interessantes passa pela combinação do ensino à distância com sessões online, algo que a escola fez em alguns programas. Esta combinação implica que os professores preparem materiais como casos de estudo, vídeos, power points narrados e artigos para enviar aos alunos, sempre com uma orientação clara da forma como devem preparar a sessão presencial. Na sessão presencial, os alunos são chamados a partilharem dúvidas, reflexões, a apresentarem a resolução dos casos e a fazerem apresentações. Esta abordagem depende muito de cada aluno e da sua predisposição para preparar adequadamente a aula, o que exige que os alunos não esperem que a formação executiva seja apenas expositiva e invistam na leitura prévia dos materiais. «Não tenho dúvidas de que este é o caminho mais adequado para a formação executiva, quer num formato presencial, quer num formato online», diz a associate dean.

A partir deste momento, poderá haver espaço para novos modelos de ensino? Ana Côrte-Real é peremptória. «Sem dúvida que uma gestão de crise traz sempre oportunidades de mudança positivas e que demorariam mais a implementar se não houvesse um contexto de absoluta obrigatoriedade de resposta. Todas as alterações que foram pensadas para cada um dos programas já estimularam a identificação de novos modelos de ensino. Se existem módulos/ cursos que devem voltar ao ensino presencial a 100%, outros módulos/ cursos permitem identificar oportunidades de combinar o ensino presencial com o online, ou mesmo recorrer ao ensino à distância, permitindo mais flexibilidade aos participantes. Não temos dúvidas que depois desta fase de resposta à crise, haverá um repensar do portefólio e formatos da oferta formativa assente em novos modelos de ensino.»

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