Casos de Monkeypox aumentam para 14.000 em mais de 70 países

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, adiantou que pelo menos cinco pessoas morreram devido à infeção provocada pelo vírus em África, continente onde a doença é endémica em alguns países

Executive Digest com Lusa

Os casos globais de Monkeypox ascendem a cerca de 14.000 em mais de 70 países, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), um dia antes de o seu Comité de Emergência voltar a reunir-se para avaliar o surto.

Em conferência de imprensa, o diretor-geral da OMS adiantou que pelo menos cinco pessoas morreram devido à infeção provocada pelo vírus Monkeypox em África, continente onde a doença é endémica em alguns países.

Sobre a reunião do Comité de Emergência da OMS agendada para quinta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus assegurou que, independentemente das recomendações que venham a ser emitidas pelos peritos, a OMS “continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar os países a parar a transmissão e salvar vidas”.

Esta será a segunda reunião do comité para analisar a evolução da Monkeypox, depois de no primeiro encontro, que decorreu no final de junho, os peritos terem considerado que a doença não representava uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional (PHEIC, na sigla em inglês).

Com base numa nova avaliação, os peritos vão decidir se o surto cumpre agora os critérios para ser declarado como uma PHEIC, o nível mais alto de alerta decretado pela OMS, e que foi determinado para a covid-19 em 2020.

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A PHEIC é definida como “um evento extraordinário, grave, repentino, incomum ou inesperado”, com implicações para a saúde pública para além da fronteira nacional de um Estado afetado e que pode exigir uma ação internacional imediata.

Os últimos dados semanais da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgados em 15 de julho, indicam que Portugal totalizava 515 casos de infeção pelo vírus Monkeypox confirmados em todas as regiões de Portugal continental e na Madeira.

Segundo a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

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Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

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