O antigo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, regressa esta quarta-feira ao tribunal, duas semanas após ter sido condenado por corrupção. Desta vez, é confrontado com alegações separadas de que quebrou o teto máximo de despesas durante a sua campanha eleitoral, em 2012.
Recorde-se que Sarkozy foi considerado culpado, no dia 1 de março, por corrupção ativa e tráfico de influências. Foi, assim, condenado a três anos de prisão, dois dos quais com pena suspensa.
Agora, o antigo chefe de Estado é acusado de ignorar os avisos dos contabilistas, que alertaram que as finanças da campanha estavam a ficar fora de controlo. No total, Sarkozy acumulou uma despesa de 42,8 milhões de euros – cerca do dobro do montante que estava autorizado a gastar. Sarkozy recorreu à Bygmalion, uma empresa de comunicação, para ocultar a infração.
Porém, há uma hipótese de o julgamento ser adiado, visto que Jérôme Lavrilleux, vice-diretor da campanha de Sarkozy em 2012, e também arguido neste caso, testou positivo à covid-19. Lavrilleux é acusado de participar num sistema de notas fiscais falsas e arrisca-se a apanhar cinco anos de prisão.
Desta vez, o ex-Presidente francês arrisca-se, no máximo, a uma pena de um ano e a uma multa de 3750 euros. Este caso dos limites de despesas, se não for adiado, deve durar até meados de abril.
Thierry Herzog, que foi condenado no início deste mês ao lado de Sarkozy no julgamento por corrupção, tem sido o advogado do antigo chefe de Estado ao longo de todo este caso.







