Autoridade da Concorrência dá luz verde à venda da Imperial

O negócio estava sujeito à aprovação da Autoridade da Concorrência. Com a “não oposição” agora tornada pública, a fábrica portuguesa vai mesmo passar para a mãos dos espanhóis da empresa Valor.

Ana Sofia Ribeiro

A Autoridade da Concorrência já deu luz verde à venda da Imperial, considerando que o negócio “não cria entraves significativos à concorrência efetiva nos mercados relevantes identificados”. Num comunicado oficial, a AdC diz ter optado pela “não oposição à operação”.

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O grupo Vallis já tinha anunciado em março a venda de 100% da fabricante de chocolates Imperial à espanhola Valor. A operação estava, no entanto, sujeita à aprovação da Autoridade da Concorrência e, por isso, vai agora avançar.

Esta é a primeira aquisição internacional por parte da empresa espanhola, que operava até aqui apenas em Espanha – em Villajoyosa e Ateca. Já considerada líder no seu país de origem, nos segmentos de chocolate amargo, chocolate de amêndoa, chocolate sem açúcar e chocolate quente, a Valor pretende reforçar a sua posição no setor ibérico do chocolate.

Portugal passa, assim, a Imperial e as respetivas marcas icónicas, como a Regina, Pantagruel ou Jubileu, para as mãos dos espanhóis, alavancando a presença internacional da empresa.

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