Autarca do sudoeste dos Estados Unidos acusada de atuar como agente da China

A presidente da câmara de uma cidade da Califórnia, no sudoeste dos Estados Unidos (EUA) foi acusada de atuar ilegalmente como agente do Governo da China, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano.

Executive Digest com Lusa

A presidente da câmara de uma cidade da Califórnia, no sudoeste dos Estados Unidos (EUA) foi acusada de atuar ilegalmente como agente do Governo da China, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano.


Eileen Wang, de 58 anos, demitiu-se do cargo na segunda-feira, de acordo com o portal na Internet da cidade de Arcadia, de aproximadamente 50 mil habitantes, localizada nos subúrbios de Los Angeles.


Segundo o departamento, Wang aceitou declarar-se culpada e pode enfrentar até 10 anos de prisão.


Os advogados da autarca, Jason Liang e Brian Sun, disseram em comunicado que esta reconhece a gravidade da acusação e aceita a responsabilidade por “erros pessoais do passado”.


“Ela pede desculpa e lamenta os erros que cometeu na sua vida pessoal”, disseram os advogados de Eileen Wang, Jason Liang e Brian Sun. “O seu amor e devoção pela comunidade de Arcádia não mudaram”, acrescentaram.

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Em abril, o Ministério Público dos EUA acusou a autarca e um cúmplice de divulgarem propaganda pró-Pequim junto da comunidade de origem chinesa da cidade através do portal de notícias U.S. News Center.


O cúmplice, Mike Sun Yaoning, já tem antecedentes criminais e está a cumprir uma pena de quatro anos de prisão. Sun constava também nos registos de campanha como tesoureiro da campanha eleitoral de Eileen Wang em 2022.


De acordo com o acordo de confissão, os dois trabalharam como agentes do Governo da China desde o final de 2020 até 2022 para promover os interesses chineses, disseminando propaganda pró-Pequim nos EUA.

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Em junho de 2021, um funcionário do Governo chinês enviou a Wang um link para uma carta ao editor publicada no jornal norte-americano Los Angeles Times, escrita pelo cônsul-geral da China em Los Angeles.


O artigo refutava relatos de perseguição, trabalho forçado e abuso de uigures na província chinesa de Xinjiang, afirmando: “Nunca houve genocídio em Xinjiang ou trabalho forçado nos campos de algodão da região ou em qualquer outro setor”.


Em poucos minutos, Wang partilhou o link no seu site de notícias.


A autarca foi eleita em novembro de 2022 para um conselho municipal de cinco membros, do qual o presidente da câmara da cidade é escolhido rotativamente.


O administrador municipal de Arcadia, Dominic Lazzaretto, afirmou em comunicado de imprensa que nenhuma verba ou funcionário da câmara municipal esteve envolvido.

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“Queremos deixar claro: esta investigação diz respeito à conduta individual, e as acusações referem-se a condutas que cessaram após a senhora Wang ter tomado posse em dezembro de 2022”, disse Lazzaretto.


A acusação surge dois dias antes do Presidente dos EUA, Donald Trump, viajar até à China para se encontrar com o homólogo chinês, Xi Jinping.


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