Atropelamento em Albufeira que causou 12 feridos foi um “ato isolado”

O presidente da Câmara de Albufeira disse que o atropelamento ocorrido na madrugada de hoje na Oura, provocando 12 feridos, foi um ato isolado e que o condutor ultrapassou as barreiras de acesso àquela zona.

Executive Digest com Lusa

O presidente da Câmara de Albufeira disse que o atropelamento ocorrido na madrugada de hoje na Oura, provocando 12 feridos, foi um ato isolado e que o condutor ultrapassou as barreiras de acesso àquela zona.

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“Nós sabemos, já percebemos que isto foi um ato isolado”, disse Rui Cristina, em declarações à agência Lusa, sublinhando que a cidade foi reforçada a nível policial, nomeadamente na Rua da Oura, cujos acessos “estão todos interditados” com baias de segurança através do programa Noite Segura.

Segundo o autarca, o condutor, que estava alcoolizado, “ultrapassou estas barreiras, subiu passeios”. Quando chegou à Rua da Oura, onde as pessoas se concentram na rua, em torno de bares, estava uma equipa da GNR que o intercetou, mas o condutor não respeitou a ordem, dificultando a intervenção das autoridades.

“Nós, como município, estamos a fazer de tudo para que a Albufeira tenha uma noite segura, temos tomado medidas neste sentido, e quem nos visita sabe e sente que Albufeira está diferente […]. E a verdade é que acontece em estado isolado, provocando uma situação que não é desejável em lado nenhum”, referiu.

O autarca, eleito pelo Chega nas autárquicas de outubro, assegurou que a o município, no distrito de Faro e região do Algarve, está disponível para prestar o apoio necessário aos feridos e às suas famílias, mas disse estar à espera de mais informação sobre a pessoa que ficou ferida com gravidade.

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As outras 11 vítimas não são consideradas feridos graves. Entre elas estão dois militares da GNR.

As vítimas não militares são jovens entre os 18 e 22 anos, segundo o Ministério da Administração Interna.

O condutor, de 35 anos, foi detido pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa.

O atropelamento ocorreu cerca das 03:00 de hoje, quando uma viatura que se encontrava estacionada na via pública iniciou marcha. O homem foi mandado parar por militares da guarda, mas desobedeceu e inverteu a marcha e continuou a circular.

Segundo a GNR, o homem voltou a ser mandado parar pelos militares, mas continuou a avançar na direção das pessoas, atropelando-as e continuando a marcha, o que levou os militares a disparar tiros para o ar com o objetivo de o tentar parar.

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Depois, o carro embateu noutro veículo e o homem tentou fugir a pé, mas acabou por ser detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou hoje de manhã o atropelamento e prometeu que “as circunstâncias do sucedido serão integralmente apuradas pelas autoridades competentes”.

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