A atividade da indústria transformadora da China contraiu-se pelo segundo mês consecutivo em agosto, embora a um ritmo menos acentuado do que no mês anterior, segundo dados oficiais hoje divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE).
O índice de gestores de compras (PMI, na sigla em inglês), principal indicador da atividade no setor, fixou-se em 49,8 pontos no mês que hoje termina, mais 0,6 pontos do que os 49,2 registados em julho.
Neste indicador, uma leitura acima dos 50 pontos representa uma expansão da atividade face ao mês anterior, enquanto um valor abaixo daquele limiar indica contração.
Os analistas antecipavam uma melhoria do indicador, embora a previsão mais consensual apontasse para 49,7 pontos, uma décima abaixo do valor divulgado.
Entre os cinco subíndices que compõem o PMI da indústria transformadora, apenas dois — emprego e existências de matérias-primas — permaneceram em território de contração.
Os indicadores relativos à produção, prazos de entrega e, sobretudo, novas encomendas superaram a barreira dos 50 pontos.
O índice de novas encomendas, considerado uma referência importante para avaliar a procura, subiu 2,1 pontos, para 50,6.
O estatístico do GNE Huo Lihui destacou dois setores nos quais tanto a oferta como a procura aumentaram: maquinaria e equipamento elétrico e equipamento informático, de comunicações e eletrónico.
O responsável apontou ainda para uma subida dos preços industriais, atribuída sobretudo ao aumento dos custos do petróleo e de metais não ferrosos, como o alumínio, cujos preços têm registado fortes oscilações nos últimos meses devido ao agravamento do conflito no Médio Oriente e ao respetivo impacto nas cadeias de abastecimento.
O GNE divulgou também hoje o PMI do setor não transformador, que mede a atividade nos serviços e na construção e permaneceu inalterado pelo segundo mês consecutivo nos 49 pontos.
Trata-se da leitura mais baixa desde dezembro de 2022, quando a China pôs fim às restrições impostas para conter a pandemia de covid-19.
Neste caso, os analistas esperavam também um novo mês de contração, mas antecipavam, à semelhança da indústria transformadora, uma moderação da tendência, para cerca de 49,5 pontos.
A atividade no setor dos serviços manteve-se nos 49,3 pontos, enquanto a construção aprofundou ligeiramente a contração, para 46,9 pontos, estabelecendo novamente um mínimo histórico.
O GNE atribuiu a queda na construção ao impacto dos tufões e das fortes chuvas sobre as obras em várias regiões do país.
O PMI composto, que agrega a evolução dos setores transformador e não transformador, situou-se em 49,5 pontos em agosto, face aos 49,3 registados no mês anterior.













