A American Airlines retoma esta terça–feira os voos comerciais do Boeing 737 MAX nos Estados Unidos, outro marco para a fabricante de aviões norte-americana, que tenta superar a crise mais profunda dos seus 104 anos de história, segundo a ‘Reuters’.
O 737 Max foi suspenso em março de 2019 durante cerca de 20 meses, na sequência de dois acidentes fatais terem matado 346 pessoas. A suspensão foi levantada pela Federal Aviation Administration (FAA) no mês passado, depois de a Boeing ter concordado com atualizações de software e novas garantias, num sistema de controlo de voo importante ligado a ambos os acidentes fatais.
O primeiro voo da American entre Miami e o LaGuardia de Nova Iorque, marcado para esta terça-feira de manhã, segue as atualizações de controlo de voo, trabalho de manutenção, especialização de novos pilotos e reuniões com as tripulações, para os orientar sobre as mudanças e outras questões relevantes.
“Nunca teríamos trazido de volta (o avião) se os pilotos e comissários de bordo não se sentissem confortáveis”, disse o diretor de operações da American, David Seymour, num evento social do 737 MAX, a 2 de dezembro.
A American é a terceira empresa global a retomar os voos do 737 Max, após a Gol Linhas Aéreas Inteligentes e o Grupo Aeromexico o ter feito no início deste mês. A companhia aérea tem atualmente 31 aeronaves deste tipo, após receber a entrega de mais sete jatos desde que a FAA levantou a sua proibição de segurança.
Uma pesquisa de opinião Reuters / Ipsos divulgada na segunda-feira revelou que os norte-americanos estão menos familiarizados com os dois acidentes fatais do 737 MAX, mas depois de informados sobre esses desastres, mais de metade provavelmente evitaria a aeronave.
O regresso do MAX chega num momento em que a COVID-19 empurrou o setor para a sua pior crise, com as companhias aéreas a parar centenas de jatos enquanto a procura gira em torno de 30% dos níveis de 2019.
Quando o 737 MAX parou, as companhias aéreas dos EUA cancelaram voos porque não tinham aeronaves para atender à procura, aumentando a responsabilidade financeira da Boeing. Agora, as companhias aéreas estão a adiar as entregas de jatos, sem esperar uma recuperação robusta até que as vacinas COVID-19 estejam amplamente disponíveis.














