O lucro da Alphabet, dona da Google, cresceu 2,7% no primeiro trimestre deste ano, para 6.836 milhões de dólares (6.313 milhões de euros), face a igual período do ano anterior, revelou hoje a multinacional norte-americana.
O crescimento do resultado líquido deu-se em plena pandemia da covid-19, esclarece a Alphabet em comunicado, lembrando que até março passado, o gigante norte-americano com sede em Mountain View, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, contabilizou receitas de 41.159 milhões de dólares, mais 13,26% na comparação com o ano fiscal anterior.
No período em análise, os acionistas da Alphabet embolsaram 9,96 dólares por ação (9,2 euros), valor acima dos 9,58 dólares contabilizados no período homólogo do ano passado.
Em termos de receitas, os segmentos de negócio que mais cresceram foram a plataforma de vídeo YouTube e os serviços de computação em nuvem, o ‘Google Cloud’, o que se deveu, em parte, ao confinamento decretado em diversos países por todo o mundo.
O balanço da empresa hoje apresentado reflete apenas parcialmente o impacto da pandemia, uma vez que, apesar dos efeitos sociais e económicos terem sido reais na China, onde o Google desde janeiro não opera, no resto do mundo o impacto ocorreu quase no final do trimestre pelo que os analistas aguardam pelos resultados do segundo trimestre do ano para conhecerem melhor a situação.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 214 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (57.533) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão).
Seguem-se Itália (27.359 mortos, mais de 201 mil casos), Espanha (23.822 mortos, perto de 211 mil casos), França (23.660 mortos, cerca de 169 mil casos) e Reino Unido (21.678 mortos, mais de 161 mil casos).
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.














