Uma nave espacial destinada a salvar o observatório Swift da NASA, a agência norte-americana para o espaço, aproximou-se do equipamento à deriva e captou fotografias, duas semanas após o abandono oficial da missão de resgate.
A empresa responsável pela missão, a Katalyst Space Technologies, afirmou hoje à Associated Press que a nave espacial Link esteve a 15 quilómetros do Swift na terça-feira e utilizou os sensores para recolher dados sobre o observatório, antes de recuar face à escassez de combustível.
«Estivemos tão perto, mas ainda assim tão longe», afirmou Ghonhee Lee, CEO da Katalyst.
A tentativa de resgate lançada em 03 de julho foi cancelada em 19 de agosto devido a problemas enfrentados pela Link em órbita, embora a empresa quisesse aproveitar a oportunidade para ganhar experiência para futuras missões de manutenção de satélites.
A Link começou a girar de forma descontrolada logo após ser lançada, antes de estabilizar, mas, nesse processo, gastou demasiado combustível para depois poder elevar o Swift a uma órbita mais alta e duradoura.
Lee atribuiu os problemas da Link à pressa para a colocar operacional, já que a missão foi organizada em apenas nove meses, com os engenheiros a utilizarem, várias vezes, as peças que estavam disponíveis em vez das ideais.
A NASA pagou à empresa cerca de 30 milhões de dólares (25,8 milhões de euros) para realizar uma experiência que ambas as entidades encaravam como de baixo risco, com um calendário apertado.
«Infelizmente, não foi o resultado que esperávamos», reconheceu o administrador da NASA, Jared Isaacman, após o lançamento do Telescópio Espacial Roman, ocorrido no domingo.
Lançado em 2004, o Swift perdeu altitude na órbita após abrandar face à intensificação das tempestades solares e à consequente expansão da atmosfera terrestre, e encontra-se hoje a 335 quilómetros da superfície terrestre, pouco mais de metade da altitude que tinha quando começou a fazer as suas observações.
Criado para estudar as explosões de raios gama, as mais poderosas no universo, o Swift deve entrar na atmosfera terrestre entre outubro e o final de 2026.













