A Hyundai Motor Company acaba de lançar a campanha global “Forests Without Names” (Florestas sem Nome), uma iniciativa que pretende dar visibilidade a um dos ecossistemas mais ignorados do planeta: as florestas marinhas.
A ação, apresentada a 7 de abril no âmbito do Mês da Terra, passa pela atribuição de nomes a florestas subaquáticas na Coreia do Sul, Argentina e Austrália, com o objetivo de reforçar a sua importância ambiental e promover a sua proteção a longo prazo.
Dar nome para proteger
Ao contrário das florestas terrestres, muitas destas áreas marinhas não têm designação formal, o que limita a sua visibilidade e dificulta a sua conservação.
Com esta campanha, a Hyundai quer inverter esse cenário, criando identidade para estes ecossistemas e envolvendo o público no processo. Os nomes atribuídos serão integrados num mapa digital global — o “Sea Forest Map” — com potencial futura integração em plataformas de cartografia amplamente utilizadas.
“Através da campanha ‘Forests Without Names’, pretendemos dar visibilidade às florestas marinhas e sublinhar a importância da sua proteção”, afirmou Hyunchul Jeon, responsável pelo Future Business & Sustainability Group da Hyundai. “Queremos despertar a curiosidade das pessoas e incentivar o cuidado por aquilo que passam a conhecer.”
Ecossistemas invisíveis, impacto global
As florestas marinhas são formadas por comunidades densas de algas, como o kelp, e desempenham um papel crucial na saúde dos oceanos. Funcionam como habitat para diversas espécies, ajudam a filtrar poluentes e contribuem para a captura de carbono.
O seu papel climático tem vindo a ganhar relevância no debate internacional, com crescente interesse científico na sua integração em modelos de contabilização de carbono.
Três países, três florestas
A campanha arranca com a atribuição de nomes a três florestas marinhas em diferentes geografias:
Na Coreia do Sul, uma das áreas restauradas em Ulsan passa a chamar-se “Ullim”, num projeto desenvolvido em parceria com entidades governamentais.
Na Argentina, foi escolhido o nome “Auken Aiken”, que significa “Campo de Vida” na língua indígena local, com envolvimento de comunidades e ONG.
Já na Austrália, o nome final será definido através de votação pública global, reforçando o envolvimento direto dos cidadãos.
Um projeto que vai além da campanha
A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla da Hyundai na área da sustentabilidade e conservação marinha.
Desde 2024, a marca tem vindo a desenvolver projetos de recuperação de florestas de algas em Ulsan, numa área de cerca de 3,96 km², com capacidade estimada de absorção de 1.300 toneladas de CO₂ por ano.
Paralelamente, desde 2021, a Hyundai participa em programas de recolha de resíduos marinhos em parceria com a Healthy Seas Foundation, tendo já removido cerca de 320 toneladas de detritos, incluindo redes de pesca recicladas em materiais utilizados na indústria automóvel.
Um novo passo na comunicação ambiental
A campanha “Florestas sem Nome” surge na continuidade de iniciativas anteriores da marca na área ambiental, como a “Tree Correspondents”, distinguida internacionalmente.
Com esta nova abordagem, a Hyundai reforça a sua aposta em projetos que combinam tecnologia, sustentabilidade e envolvimento do público, procurando transformar a sensibilização ambiental em ações concretas de proteção dos ecossistemas.















