Tem ideias para o Interior? Hoje é o último dia para se candidatar ao Promove (e ganhar 250 mil euros)

Programa da Fundação “la Caixa”, BPI e FCT entra na reta final com apoios a fundo perdido

Executive Digest

Termina hoje o prazo para apresentar candidaturas à 8ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, iniciativa da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Segundo a informação divulgada pelas entidades promotoras, o programa tem como objetivo apoiar iniciativas inovadoras em domínios estratégicos para o desenvolvimento sustentável e a valorização das regiões e comunidades do interior norte, centro e sul do país.

Apoios até 250.000 euros para três tipos de iniciativas

Na edição de 2026, o Promove volta a atribuir apoios a fundo perdido a três tipologias distintas de projetos, ajustadas a diferentes fases de maturidade.

Os projetos-piloto podem receber financiamento até 150.000 euros, destinando-se a testar soluções inovadoras com potencial de impacto local e possibilidade de replicação noutras regiões do interior.

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Os projetos de I&D mobilizadores contam com apoios até 250.000 euros, focando-se no desenvolvimento de conhecimento científico e tecnológico aplicado a desafios estratégicos do interior.

Já as ideias inovadoras desenvolvidas por estudantes universitários podem receber um prémio de 5.000 euros, incentivando o talento jovem e o empreendedorismo nas instituições de ensino superior localizadas nas áreas abrangidas.

Domínios estratégicos para o desenvolvimento do interior

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No caso dos projetos de I&D mobilizadores, as áreas prioritárias incluem o desenvolvimento e valorização de novas culturas e produtos naturais para o mercado nacional e internacional, as águas termais como recurso natural com aplicações terapêuticas, os parques e reservas naturais e os estudos sobre riscos biológicos.

Para projetos-piloto e ideias, o foco incide na prevenção de riscos naturais, na adaptação às alterações climáticas e na gestão eficiente de recursos, na criação ou consolidação de polos de atividade e inovação empresarial capazes de atrair recursos humanos qualificados, e na valorização do património ambiental, paisagístico e cultural para atrair turistas e novos residentes.

Quem pode candidatar-se ao Promove?

As candidaturas a projetos-piloto inovadores devem ser lideradas por empresas privadas sob a forma de sociedade anónima, sociedade por quotas ou sociedade unipessoal por quotas, entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional ou outras entidades privadas sem fins lucrativos, individualmente ou em consórcio.

Os projetos de I&D mobilizadores devem ser liderados por unidades de investigação e desenvolvimento classificadas como Muito Bom ou Excelente na mais recente avaliação da FCT, podendo igualmente ser apresentados em consórcio.

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Já as ideias com potencial devem ser lideradas por estudantes do ensino superior inscritos em ciclos de licenciatura, mestrado ou doutoramento em universidades e institutos politécnicos situados nas áreas geográficas abrangidas pelo regulamento, sendo obrigatória a existência de um mentor docente ou investigador e equipas compostas por dois a cinco elementos.

Interior norte, centro e sul abrangidos

O programa dirige-se a municípios do interior integrados nas NUTS III Alto Tâmega e Barroso, Terras de Trás-os-Montes e Douro, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo.

No Algarve, estão incluídos os municípios de Alcoutim, Castro Marim e Monchique, bem como freguesias específicas dos concelhos de Silves, Loulé e Tavira.

Impacto acumulado desde 2018

Desde o lançamento, em 2018, o Programa Promove já atribuiu mais de 23,4 milhões de euros em apoios a fundo perdido, beneficiando dezenas de projetos-piloto, projetos de I&D mobilizadores e ideias inovadoras desenvolvidas por estudantes.

Mais de 6,3 milhões de euros foram assegurados pela FCT através de um mecanismo de financiamento conjunto, em regime de matching funds, reforçando o impacto do programa na área da investigação e desenvolvimento.

Na edição de 2025, foram atribuídos 6,4 milhões de euros para financiar 53 iniciativas, entre projetos e ideias inovadoras, incluindo propostas nas áreas da Inteligência Artificial, robótica aplicada à gestão sustentável, valorização do património natural e cultural e economia circular.

Uma prioridade estratégica para o país

A dinamização do interior é assumida como prioridade estratégica pela Fundação “la Caixa” e pelo BPI, que procuram apoiar iniciativas com impacto local e potencial de replicação nacional. Para a FCT, o programa representa uma oportunidade de valorizar conhecimento científico e tecnológico ao serviço do desenvolvimento regional, reforçando competências e promovendo a fixação de recursos humanos qualificados.

A Fundação “la Caixa”, que iniciou a sua atividade em Portugal em 2018 na sequência da integração do BPI no grupo CaixaBank, destinou em 2025 um total de 50 milhões de euros a projetos sociais, educativos, científicos e culturais no país.

Com o prazo a terminar esta quinta-feira, esta é a última oportunidade para apresentar projetos e ideias que pretendam contribuir para um interior mais inovador, sustentável e competitivo.

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