Caso Epstein: Ghislaine Maxwell pode ter “boas hipóteses” de ser perdoada por Trump, diz advogado

Ghislaine Maxwell poderá vir a ser perdoada por Donald Trump, segundo a defesa da antiga associada de Jeffrey Epstein, que acredita existirem “boas hipóteses” de um indulto presidencial no futuro.

Patrícia Moura Pinto

A possibilidade de um indulto presidencial a Ghislaine Maxwell voltou a ganhar destaque mediático. A defesa da ex-sócia de Jeffrey Epstein acredita que existe uma probabilidade real de que o presidente Donald Trump venha, eventualmente, a conceder-lhe clemência – ainda que, para já, não existam sinais concretos nesse sentido.

Segundo a ‘Forbes’, o advogado de Maxwell, David Oscar Markus, afirmou que a sua cliente deseja “obviamente” obter um perdão presidencial. No entanto, considera que o momento atual não é o mais adequado para avançar com esse pedido, devido à forte atenção mediática em torno do caso Epstein.

O advogado revelou que ainda não houve qualquer contacto com a administração Trump para discutir um possível indulto ou comutação da pena. Ainda assim, mostrou-se otimista quanto ao desfecho futuro: acredita que existem “boas hipóteses” de Maxwell vir a ser perdoada, sustentando que há razões válidas para tal decisão.

Trump mantém posição ambígua sobre eventual indulto

A posição de Donald Trump permanece pouco clara. O presidente já declarou anteriormente que tem autoridade para conceder o perdão, mas sublinhou que não tem refletido seriamente sobre o assunto.

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Mais recentemente, após o Supremo Tribunal ter rejeitado um recurso de Maxwell, Trump afirmou que poderia analisar o caso. Ainda assim, a Casa Branca tem transmitido uma mensagem diferente: a porta-voz Karoline Leavitt indicou que o presidente não está, neste momento, a considerar essa hipótese.

Novo recurso judicial pode influenciar o processo

Enquanto a questão do indulto permanece em aberto, Maxwell continua a tentar reverter a sua condenação nos tribunais. Segundo a ‘Forbes’, foi apresentada uma nova petição judicial que pede a anulação ou revisão da sentença, com base em alegadas “novas provas substanciais” que indicariam que não teve um julgamento justo. Este pedido ainda aguarda decisão.

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Transferência de prisão gerou polémica

Outro tema abordado pelo advogado prende-se com a transferência de Maxwell para uma prisão de segurança mínima no Texas, uma decisão que levantou controvérsia. A mudança ocorreu pouco depois de a arguida ter prestado declarações ao Departamento de Justiça sobre Epstein.

Markus rejeita qualquer ligação entre os dois acontecimentos, explicando que a transferência se deveu a preocupações com a segurança da sua cliente, que terá sido alvo de ameaças após colaborar com as autoridades.

O contexto do caso Epstein

Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual, devido ao seu envolvimento com Jeffrey Epstein, acusado de abusar sexualmente de centenas de mulheres, muitas delas menores. As vítimas testemunharam que Maxwell teria ajudado a recrutar jovens e participado nos abusos – acusações que a própria sempre negou.

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O caso voltou a ganhar força mediática após decisões do Departamento de Justiça sobre a divulgação de documentos relacionados com Epstein, aumentando a pressão política e pública sobre todos os envolvidos.

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