Manifestação hoje em Lisboa denuncia mega centrais solares e alerta que “o Interior não está à venda”

Lisboa recebe este sábado a manifestação “O Interior não está à venda – Não às Mega Centrais Solares!”, uma iniciativa promovida por quatro movimentos cívicos que contestam a instalação de grandes projetos solares no interior do país e alertam para o que consideram ser a descaracterização ambiental, social e cultural desses territórios.

Pedro Gonçalves
Janeiro 31, 2026
8:00

Lisboa recebe este sábado a manifestação “O Interior não está à venda – Não às Mega Centrais Solares!”, uma iniciativa promovida por quatro movimentos cívicos que contestam a instalação de grandes projetos solares no interior do país e alertam para o que consideram ser a descaracterização ambiental, social e cultural desses territórios.

A concentração tem início às 14:00, na Estação de Santa Apolónia, seguindo depois em marcha até ao Rossio, no centro da capital.

A manifestação é organizada pela Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional, Cidadãos pela Beira Baixa, Movimento Cívico Gardunha Sul e Cova da Beira Converge, estruturas que têm vindo a mobilizar populações e associações locais contra a proliferação de mega centrais solares em zonas do interior de Portugal.

Os promotores defendem que estes projetos representam uma ameaça direta ao equilíbrio ambiental, ao uso sustentável do solo e à coesão territorial, ao concentrarem infraestruturas de grande escala em regiões de baixa densidade populacional.

Segundo os organizadores, a iniciativa não se limita ao modelo tradicional de protesto. Em comunicado, sublinham que não se trata de “apenas uma manifestação no sentido clássico”, mas também de “uma expressão colorida, criativa e sensorial”.

Os promotores explicam que o objetivo é demonstrar que “o interior de Portugal é um território vivo, pleno de beleza, tradição e riqueza cultural”, rejeitando a ideia de que estas regiões possam ser sacrificadas em nome da produção energética de grande escala.

No centro da contestação está a oposição àquilo que os movimentos cívicos descrevem como a tentativa de transformar o interior do país numa espécie de “bateria da Europa”, através da instalação massiva de centrais solares em áreas naturais, agrícolas ou de elevado valor paisagístico.

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