Bison Bank faz reorganização estratégica e lança primeira ‘stablecoin’ portuguesa

O português Bison Bank anunciou hoje a fusão por incorporação da subsidiária de criptoativos Bison Digital Assets (BDA) e o lançamento de uma ‘stablecoin’ própria este ano, a primeira a ser emitida por um banco em Portugal.

Executive Digest com Lusa

O português Bison Bank anunciou hoje a fusão por incorporação da subsidiária de criptoativos Bison Digital Assets (BDA) e o lançamento de uma ‘stablecoin’ própria este ano, a primeira a ser emitida por um banco em Portugal.

Em comunicado, o banco português especializado em serviços de banca privada (‘private banking’), gestão de património, custódia e banca de investimento anunciou também já dispor da tecnologia e do ‘know-how’ necessários para avançar com a ‘tokenização’ de ativos do mundo real (RWA ou ‘Real World Assets’).

“Estas iniciativas surgem num momento em que a BDA celebra o seu terceiro aniversário e têm como objetivo reforçar a proposta de valor do banco para a sua base de clientes global, que se estende por mais de 140 países”, salienta o Bison Bank.

Segundo acrescenta, “refletem ainda o alinhamento do banco com o novo enquadramento regulatório europeu para o mercado de criptoativos (‘Markets in Crypto-Assets’, MiCA)”, recentemente publicado em Portugal e que autoriza as instituições de crédito a oferecerem diretamente serviços com criptoativos.

De acordo com a instituição bancária, a base da reorganização estratégica agora anunciada é a fusão por incorporação da Bison Digital Assets na estrutura principal do Bison Bank, passando os serviços de depósito, transferência e troca de criptoativos a fazer parte da oferta direta do banco.

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“A integração da BDA no Bison Bank é um movimento natural, impulsionado pelo novo quadro regulamentar MiCA, que prevê a possibilidade de os bancos exercerem atividade com criptoativos”, afirma o presidente executivo (CEO) do Bison Bank, citado no comunicado.

Segundo António Henriques, este passo “reforça o posicionamento estratégico do banco na inovação e na tecnologia”.

No que diz respeito à ‘tokenização’ de ativos do mundo real (RWA ou ‘Real World Assets’), enquanto processo de criação de uma representação digital (‘token’) de um ativo numa ‘blockchain’, é análoga à compra de uma ação de uma empresa, permitindo que um ativo (como um edifício ou um fundo de investimento) seja transformado ou “dividido” em frações digitais.

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“Esta tecnologia permite não só democratizar o acesso a investimentos de valor elevado ao reduzir a barreira de entrada, como também aumentar e democratizar a capacidade de atrair liquidez para esses ativos, tornando-os mais fáceis de transacionar”, destaca o Bison Bank.

Conforme explica, graças à ‘tokenização’, “novas oportunidades de investimento, antes reservadas a grandes investidores, tornam-se acessíveis a um público mais amplo, incluindo clientes individuais”. Ao mesmo tempo, o registo em ‘blockchain’ “confere maior transparência e segurança a todo o processo”.

Numa fase inicial, o Bison Bank irá focar esta nova capacidade nos setores do imobiliário e de fundos de investimento.

Durante este ano, o banco planeia ainda lançar a sua própria ‘stablecoin’, salientando que será “a primeira a ser emitida por uma instituição bancária em Portugal” e permitirá “melhorar a eficiência dos pagamentos transfronteiriços, reduzir custos e acelerar transações internacionais dos seus clientes”.

As ‘stablecoins’ são criptomoedas concebidas para manter um valor estável, geralmente indexado a moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Ao contrário de outros criptoativos, como a bitcoin, sujeitos a flutuações de mercado, as ‘stablecoins’ replicam a estabilidade de ativos tradicionais, funcionando como um refúgio relativamente seguro no universo digital.

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