Está Bolsonaro a caminho do impeachment? Pressão sobe no Brasil

O facto de rejeitar recomendações internacionais e de prejudicar os cidadãos do país faz com que o impeachment seja, cada vez mais, uma possibilidade.

Executive Digest

«Não será controverso dizer que é, provavelmente, o úlitmo homem no campo da negação», diz Jimena Blanco, responsável pelo mercado da América Latina da consultora Verisk Maplecroft, sobre Jaird Bolsonaro. Segundo a analista, o presidente do Brasil será já o único líder a tratar o novo coronavírus apenas como uma gripe, ignorando os perigos associado à pandemia.

O facto de rejeitar recomendações internacionais e de prejudicar os cidadãos do país faz com que o impeachment seja, cada vez mais, uma possibilidade. Citada pela CNBC, Jimena Blanco sublinha que esse é um dos riscos e que, caso aconteça, não será algo imprevisível, que ninguém estivesse à espera.

Aliás, o próprio presidente do Brasil parece ter noção de que a palavra impeachment começa a circular nos corredores. De acordo com o jornal Estadão, Jair Bolsonaro acredita que existe um plano para expulsá-lo do poder. Por isso mesmo, decidiu sentar-se à mesa de novo com o Congresso e com o Supremo Tribunal Federal para tentar chegar à acordo relativamente ao regresso da actividade económica e ao fim da quarentena.

Jair Bolsonaro poderia decidir unilateralmente que está na altura de pôr fim ao isolamento social, mas agir sem o apoio de nenhuma das instituições do Brasil abriria caminho para o impeachment que quer evitar.

«Para abrir comércio, eu posso abrir em uma canetada. Enquanto o Supremo e o Legislativo não suspenderem os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona, na base da lei», disse o presidente à rádio Jovem Pan, na noite de quinta-feira. No entanto, agora, parece estar disposto a seguir a via do diálogo.

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Jimena Blanco considera que existe uma probabilidade de 20% de Jair Bolsonaro ser alvo de um processo de impeachment. «Mas, se avançarmos dois ou três meses e virmos o pico de casos que vemos agora na Europa, acredito que as probabilidades aumentarão significativamente.»

Os dados oficias de ontem dão conta de mais de oito mil pessoas infectadas por COVID-19, além de 327 vítimas mortais. Considerando a região da América do Sul, o Brasil é o país mais afectado pela pandemia.

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