Carro parado por dias seguidos: sabe o que fazer para o manter saudável?

Todos beneficiam destas mudanças, menos o carro. A inatividade prolongada pode originar diversos problemas, tanto ao nível mecânico como elétrico, comprometendo o desempenho e até a segurança do veículo

Automonitor

Deixar o carro parado durante vários dias tornou-se uma realidade comum para muitos condutores, sobretudo agora neste período veranil. Se antes isso acontecia apenas nas férias, hoje, com a popularização do trabalho e das aulas em regime híbrido, e com o crescimento das alternativas de mobilidade suave, o automóvel tende a ficar mais tempo imobilizado.

Todos beneficiam destas mudanças, menos o carro. A inatividade prolongada pode originar diversos problemas, tanto ao nível mecânico como elétrico, comprometendo o desempenho e até a segurança do veículo.



Neste artigo, a Prio deixou sugestões sobre como é possível manter o bom funcionamento do seu carro mesmo durante longos períodos de inatividade. Com algumas ações preventivas, é possível evitar avarias e prolongar a sua vida útil sem esforço adicional.

Verifique o estado da bateria

Um dos primeiros componentes a sofrer, se tiver o carro parado por dias seguidos, é a bateria. Isto acontece porque, mesmo estando desligado, há pequenos consumos de energia, como o do alarme ou do sistema eletrónico que, com o tempo, descarregam a bateria. Esta situação é ainda mais frequente em carros mais antigos ou durante o inverno, quando o frio reduz a capacidade da bateria manter a carga.

A solução para evitar que a bateria se descarregue completamente? O ideal é ligar o motor do carro pelo menos uma vez por semana, deixando-o funcionar durante alguns minutos. Este simples gesto permite que o alternador recarregue a bateria e ajuda a manter o motor lubrificado, reduzindo o risco de outros problemas mecânicos. Sempre que possível, ligue também alguns sistemas elétricos, como os faróis ou o ar condicionado, para ativar os circuitos e prevenir falhas.

Se tiver um carro elétrico e uma garagem ou box com acesso a uma tomada elétrica, outra excelente solução é o uso de um carregador de bateria. Existem modelos inteligentes que podem ser ligados de forma contínua, mantendo a carga da bateria sem risco de sobrecarga. Esta opção é particularmente útil para veículos que ficam parados por longos períodos, como carros de coleção ou viaturas de uso ocasional.

Além disso, se durante o uso diário do carro notar que a bateria dá sinais de fraqueza — como dificuldades em pegar à primeira ou falhas nos sistemas elétricos —, vale a pena considerar uma revisão ou até uma substituição preventiva. Desta forma sabe que a bateria está em bom estado e que o carro estará pronto para arrancar quando precisar dele novamente.

Evite deixar o depósito vazio

Manter o depósito de combustível com um nível adequado é uma medida simples, mas muitas vezes negligenciada, quando o carro fica parado por dias seguidos. Um dos principais problemas de deixar o depósito quase vazio é o risco de acumulação de humidade no interior do tanque, especialmente em ambientes frios ou húmidos. Essa humidade pode condensar-se nas paredes internas e escorrer para o combustível o que, com o tempo, pode causar corrosão no sistema de alimentação e até danificar componentes como a bomba de combustível.

Além disso, em carros a gasolina ou gasóleo, a presença de água no combustível pode afetar a combustão e gerar falhas no motor quando o carro voltar a ser usado. O risco é ainda maior em carros com sistemas de injeção eletrónica, que são mais sensíveis à qualidade do combustível. Por isso, o ideal é manter o depósito meio cheio antes de deixar o carro parado por um longo período.

Outra vantagem de manter combustível suficiente no depósito é garantir que, ao voltar a usar o veículo, ele estará pronto a arrancar sem surpresas. Carros com o depósito muito em baixo podem ter dificuldades na ignição, especialmente se o combustível tiver envelhecido. No caso de paragens mais prolongadas (semanas ou meses), também é recomendável abastecer com combustível de boa qualidade, que tenha aditivos estabilizantes. Uma boa solução são os combustíveis aditivados da PRIO, de elevada qualidade e a preços competitivos. Procure o posto da marca mais perto de si e, depois de abastecer, pode então deixar o carro parado.

De qualquer forma, lembre-se que andar com o depósito na reserva é prejudicial para o carro, em qualquer situação. Esta simples precaução ajuda a proteger todo o sistema de alimentação e evita custos com reparações desnecessárias.

Atenção aos pneus

Quando o carro fica parado por dias seguidos no mesmo local, todo o peso da viatura assenta em cima dos quatro pneus, de forma contínua e sem movimento, o que pode provocar deformações. Isto pode acontecer em especial em pneus mais antigos ou com baixa pressão. Se isso acontecer, quando voltar a pegar no carro, vai sentir vibrações e algum ruído. O maior problema é que isso pode comprometer a sua segurança e o conforto da condução.

Para evitar que isto aconteça, a solução é deslocar ligeiramente o carro de vez em quando — mesmo que seja apenas alguns centímetros para a frente ou para trás. Isso ajuda a redistribuir o peso sobre os pneus e a evitar que fiquem marcados sempre na mesma zona. Pode não parecer, mas este pequeno movimento pode ser valioso para os pneus, em especial se o carro estiver parado por um período de tempo mais longo. Se foi viajar e deixou o carro à porta de casa, peça a alguém da sua confiança que faça isto por si.

Quando voltar a utilizar o carro, passe num posto de abastecimento para verificar a pressão dos pneus e corrija o que for necessário. Se não fizer isto, corre o risco de danificar os pneus e estará a aumentar o consumo de combustível.

Para as paragens muito longas (por vários meses) a solução pode ser a colocação de calços sob os pneus, para aliviar a carga durante o tempo que o carro estiver parado.

Outras pistas que não deve descurar quando deixa o carro parado por dias seguidos

Quando sabe que o carro não vai sair do mesmo sítio durante alguns dias, é importante que tome algumas medidas extra. E é claro que quanto mais longo for o tempo de paragem, maiores devem ser os cuidados.

1. Comece por escolher um bom local de estacionamento, de preferência numa garagem. Assim estará protegido dos efeitos do clima e os riscos de assaltos ou vandalismo diminuem consideravelmente. Certifique-se que a garagem não tem problemas de humidade, porque isso pode afetar a parte elétrica do carro. Se tiver de estacionar na rua, procure um sítio que tenha boa sombra durante parte do dia, mas evite as árvores, que podem danificar a pintura.
2. Quando voltar a usar o carro, cuide -oe ‘mime-o’. Na loja online da PRIO encontra uma série de produtos que vão ajudar a lavá-lo para tirar o pó ou sujidade das árvores, e hidratar os vedantes das portas e janelas, para evitar que sequem.
3. Desligue todos os dispositivos eletrónicos, como carregadores ou GPSs, porque vão estar a consumir bateria sem necessidade. E certifique-se que as luzes dentro do carro também estão desligadas.

Com estes cuidados é menos provável que tenha problemas com a bateria no regresso.

Mas, se não usar o carro por uma larga temporada, pode também desligar a bateria, para evitar a descarga total.

Os carros elétricos precisam dos mesmos cuidados?

Com os veículos elétricos é tudo mais simples, uma vez que todo o sistema é também menos complexo. Ao contrário do que se possa pensar, a bateria principal de um carro elétrico não se gasta depressa com o carro parado. Portanto, se o deixar com um nível de carga razoável (entre 40% e 60%), em princípio não terá problemas no regresso.

Em situações de paragens longas, o motor também não é muito afetado.

Quanto ao combustível, é uma questão que não se aplica. E os óleos também não tendem a dar problemas neste tipo de motores.

O que pode ser mais afetado com a passagem do tempo são os pneus e os travões, e a pintura, se o veículo ficar na rua.

Quanto tempo o carro pode estar parado?

Lembre-se de um ponto importante: mesmo parados, os carros não devem falhar as idas à manutenção, quanto mais não seja para trocar óleos e outros fluidos que têm tempos de mudança específicos.

Quanto ao tempo que o veículo pode estar parado, tudo depende do estado em que o carro se encontra e do sítio onde o deixa estacionado. Se ficar na rua durante alguns dias, só terá de o lavar quando regressares.

Ao fim de duas semanas de paragem, podem começar a surgir problemas com a bateria e com os pneus. Ao fim de um mês, o risco aumenta e o melhor é mesmo não arriscar.

Mas atenção: de acordo com o Código da Estrada, o carro não pode ficar imobilizado na via pública por mais de 30 dias seguidos, porque isso é considerado estacionamento indevido ou abusivo. E, nessas situações, as autoridades podem removê-lo ou bloqueá-lo.

Pior: se ao fim de 45 dias a contar da data da notificação o carro não for reclamado, é considerado abandonado.

Por isso, tome algumas precauções para evitar surpresas desagradáveis quando voltar a usar o carro, depois de o ter parado por dias seguidos. A checklist que encontra em cima é suficiente para que tudo corra bem e evitar dores de cabeça.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.

Mais Notícias

O segredo dos gatos no ar: ciência explica acrobacia que intriga há séculos

Moçambique/Ataques: Ruanda admite retirar-se de Cabo Delgado

Irão: Filho do xá pronto para liderar “assim que a República Islâmica caia”

Instituto de Apoio à Criança regista em 2025 quase 3.500 pedidos de apoio

Irão: Israel ordena nova evacuação no Líbano em antecipação de mais ataques

Mota-Engil pede indeferimento liminar de ação intentada pela Muddy Waters

O erro comum na cozinha que pode estar a estragar as suas panelas

Português Gonçalo Castelo-Branco escolhido para comité de medicina do Nobel

Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

Irão: Guerra entra em fase decisiva e vai durar o tempo necessário – Israel

Mais Notícias