Arrendar uma casa em 2024 custou, em média, 1.500 euros, mais 35% do que no ano anterior

Os dados que comparam 2024 com 2023, revelam aumentos expressivos no preço da habitação em Portugal, especialmente no arrendamento, cuja renda média subiu 35%, alcançando agora 1.500€, mais 391€ do que no ano anterior.

André Manuel Mendes

Os dados que comparam 2024 com 2023, revelam aumentos expressivos no preço da habitação em Portugal, especialmente no arrendamento, cuja renda média subiu 35%, alcançando agora 1.500€, mais 391€ do que no ano anterior.

De acordo com a análise do Imovirtual, entre os destaques do mercado de arrendamento, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro, com uma renda média de 1.989€, seguida da Ilha da Madeira (1.500€), Setúbal (1.275€), Porto (1.200€) e Faro (1.013€). Por outro lado, a Guarda (-31%), Vila Real (-8%) e Bragança (-3%) registaram descidas no valor médio de arrendamento, sendo também os distritos mais baratos, com rendas médias de 470€, 525€ e 450€, respetivamente.



Os maiores aumentos foram observados em Beja (+40%), onde as rendas médias passaram de 580€ para 813€, e em Setúbal (+30%), que subiu de 984€ para 1.275€. Também a Ilha da Madeira (+29%) e Lisboa (+28%) contribuíram para a subida geral.

No mercado de compra de imóveis, os preços subiram 18%, situando-se em média nos 375.000€, mais 58.000€ face a 2023. Lisboa lidera o ranking dos distritos mais caros, com um preço médio de 562.500€, seguida de Faro (500.000€) e da Ilha da Madeira (490.000€).

Os maiores aumentos foram registados em Lisboa (+25%), Portalegre (+23%) e Évora (+21%), enquanto Castelo Branco (-24%) e Bragança (-12%) apresentaram quedas nos preços médios. Distritos como Viseu (+1%) e Guarda (+2%) mantiveram valores estáveis.

Nas ilhas, o mercado de venda de imóveis revelou aumentos significativos em São Jorge (+49%) e São Miguel (+26%). No entanto, a Ilha das Flores foi a única a não registar variações nos preços.

Os dados mostram que tanto no arrendamento como na venda, os preços aumentaram principalmente no segundo semestre de 2024, impulsionados por fatores como a procura elevada e a escassez de oferta, especialmente nas áreas metropolitanas.

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