Agências da ONU foram alvo de pirataria informática, diz relatório

Associated Press avança que ONU foi alvo de espionagem no ano passado e que manteve tudo no segredo dos deuses.

Monica Marques

Uma das principais agências de notícias do mundo, a Associated Press (AP), avança agora que a rede das Nações Unidas de Genebra (Suíça) e Viena (Áustria) foi alvo de um ataque, em 2019, que aparentemente fazia parte de uma operação de espionagem. Tudo foi mantido em segredo e neste momento ainda não se conhece a identidade dos autores ou sequer a quantidade de informação a que tiveram acesso.

Segundo um documento confidencial da Organização, publicado no órgão de comunicação The New Humanitarian, dezenas de servidores daquelas instalações ficaram comprometidos, inclusive os que continham dados confidenciais na área de direitos humanos.

“Os funcionários, onde estou incluído, não foram informados”, declarou Ian Richards, presidente de recursos humanos das Nações Unidas, à agência AP. “Apenas recebemos um email a informar que a infraestrutura estava a sofrer trabalhos de manutenção”.

O documento confidencial revela que 42 servidores estavam comprometidos e que 25 estavam sob suspeita. Avança também que o ataque foi feito a partir de uma falha no software SharePoint da Microsoft que deu acesso às redes, mas não especifica o malware utilizado.

Por sua vez, Rupert Colville, porta-voz da ONU desdramatiza o caso, afirmando à AP que o ataque não foi grave. “Diariamente enfrentamos tentativas de acesso aos nossos sistemas. Desta vez, conseguiram, mas nada confidencial ficou comprometido”.

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Vários especialistas em segurança já criticaram a decisão da ONU de manter tudo em segredo, uma vez que é importante alertar as pessoas e informá-las sobre o que procurar.

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