As emissões de carbono do setor de transporte marítimo aumentaram em 23 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano, um incremento de 60% segundo dados da Marine Benchmark, o que eleva as emissões totais da indústria para cerca de 450 milhões de toneladas.
O aumento nas emissões foi impulsionado principalmente pela necessidade dos navios de adotarem rotas mais longas para evitar ataques no Mar Vermelho. Navios porta-contentores, em particular, emitiram aproximadamente 15% a mais de carbono durante este período, revela a ‘Bloomberg’.
O relatório destaca a dificuldade que o setor marítimo enfrenta para atingir as metas de emissões estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). Apesar dos esforços declarados pela indústria para se tornar mais sustentável, os eventos recentes, como os ataques dos rebeldes Houthi do Iémen e as sanções impostas à Rússia, obrigaram os navios a navegarem por distâncias maiores, contribuindo para o aumento das emissões.
Os ataques no Mar Vermelho forçaram os navios a desviar a rota pela África do Sul em vez de utilizarem o Canal de Suez, aumentando milhares de milhas nas viagens. Paralelamente, as sanções à Rússia redirecionaram grandes volumes de petróleo bruto e combustível da União Europeia para países como Índia, China e Brasil, aumentando as distâncias percorridas.
A IMO estabeleceu uma meta não vinculativa para que o setor marítimo atinja emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até meados deste século. No entanto, alcançar essa meta vai requerer uma transformação significativa de uma indústria ainda amplamente dependente de combustíveis fósseis. Em 2018, a IMO estimou as emissões anuais de CO2 do transporte marítimo em mais de mil milhões de toneladas, utilizando uma metodologia diferente da Marine Benchmark.







