Custos com instrumentos de pagamento de retalho sobem 20% em 2022 face a 2017

Os custos com os instrumentos de pagamento de retalho em Portugal foram estimados em 2.293,1 milhões de euros para 2022, um aumento de 20% face a 2017, de acordo com dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Executive Digest com Lusa

Os custos com os instrumentos de pagamento de retalho em Portugal foram estimados em 2.293,1 milhões de euros para 2022, um aumento de 20% face a 2017, de acordo com dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

O estudo sobre os custos dos instrumentos de pagamento de retalho publicado pelo regulador revela que o custo com estes instrumentos, em 2022, equivale a 0,95% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano, com base em preços correntes (0,99% em 2017).

“Estes custos aumentaram 20% em relação a 2017, refletindo o incremento dos custos internos suportados por todos os intervenientes. Este incremento foi influenciado, entre outros fatores, pelo aumento dos pagamentos realizados e pela inflação”, pode ler-se.

Segundo a análise do regulador bancário, mais de 90% destes custos foram suportados pelos comerciantes e pelo sistema bancário (52% e 39%, respetivamente), enquanto os consumidores assumiram os restantes 9%.

O Banco de Portugal indica que a decomposição dos custos por interveniente não se alterou significativamente em relação a 2017, continuando os débitos diretos a ser o instrumento com custo mais baixo por transação: 22 cêntimos.

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Seguiram-se o cartão de débito, as transferências e o numerário, que custaram, respetivamente, 34 cêntimos, 41 cêntimos e 50 cêntimos por transação, enquanto o cheque e o cartão de crédito tiveram um custo de 4,16 euros e 2,38 euros por pagamento, respetivamente.

Segundo o BdP, os custos privados dos consumidores com a utilização dos instrumentos de pagamento em 2022 foram estimados em 1.095,2 milhões de euros, uma subida de 39% face a 2017.

Já para os comerciantes, a aceitação de pagamentos traduziu-se por um custo privado de 1.520,2 milhões de euros, mais 19% do que em 2017.

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Para o sistema bancário, a disponibilização dos instrumentos de pagamento de retalho originou um custo de 892,2 milhões de euros, o que traduz um aumento de 12% relativamente a 2017, refere o Banco de Portugal.

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