Quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, uma análise anual dos indicadores-chave pelo “Glass-ceiling index” (índice do teto de vidro, em português) do ‘The Economist’ dá-nos uma visão sobre as condições de trabalho para mulheres em 29 países membros da OCDE, predominantemente nações ricas.
Desde sua criação em 2013, embora o ritmo de mudança seja considerado lento, há sinais de progresso, pelo menos em alguns aspetos.
O índice avalia indicadores como participação na força de trabalho, salários, licença parental remunerada e representação política. A Islândia mantém a sua posição no topo pelo segundo ano consecutivo, com os países nórdicos a dominarem as classificações. Por outro lado, a Coreia do Sul, Japão e Turquia continuam a enfrentar os maiores desafios para as mulheres no local de trabalho.
A análise mostra que, embora as mulheres superem numericamente os homens na obtenção de diplomas universitários em muitos países, elas ainda estão sub-representadas na força de trabalho. Isso é particularmente evidente em países como Turquia, Grécia e Itália.
A disparidade na participação no mercado de trabalho contribui para a diferença salarial de género, com as mulheres na OCDE a ganharem cerca de 12% menos que os homens.
Em termos de progresso nas empresas, embora a representação de mulheres em cargos de gestão de topo tenha aumentado na OCDE, apenas cinco dos 22 membros da UE atingiram a meta de 40% de mulheres em conselhos de administração.
No que diz respeito à maternidade e ao mercado de trabalho, políticas como licença parental remunerada e acessibilidade a cuidados infantis desempenham um papel central. Países como a Hungria, Grécia, Eslováquia e os países nórdicos são elogiados pelas suas políticas nesse sentido, enquanto os EUA, por outro lado, não exigem licença remunerada para as novas mães.
Além disso, a participação das mulheres na liderança política também é destacada, com países como Islândia, Suécia, Noruega e Finlândia a liderarem, enquanto a Coreia do Sul e o Japão ainda têm um longo caminho a percorrer.
Embora a pontuação média do índice deste ano seja ligeiramente superior à do ano anterior, a melhoria é considerada lenta em muitos indicadores.
Em suma, apesar de alguns avanços, mulheres em todo o mundo ainda enfrentam desafios significativos para superar o “teto de vidro” no local de trabalho.














