Perto de metade das empresas que integram o ranking Fortune 500 mostram-se preocupadas com as taxas que estão a ser impostas a produtos de outros países. Receiam as tensões que rodeiam as relações comerciais entre nações, segundo aponta a Câmara do Comércio dos Estados Unidos da América – que representa mais de três milhões de empresas no país liderado por Donald Trump.
Citada pela Reuters, esta entidade indica que as taxas e tensões comerciais – e respectivo impacto no desempenho dos negócios – foram referidas 1150 vezes durante 188 das 437 reuniões sobre os resultados financeiros do trimestre (entre o final de Agosto e os últimos dias de Novembro deste ano). O sector do Retalho parece ser o mais preocupado com esta questão, de acordo com a análise efectuada. Logo depois, surge a indústria dos transportes e logística.
A Câmara do Comércio sublinha que os resultados deste estudo estão em linha com as conclusões de uma iniciativa semelhante no trimestre anterior. Os resultados são sinal de que a preocupação tem sido uma constante junto dos CEOs e responsáveis das empresas norte-americanas.
Isto apesar de, na semana passada, os EUA e a China terem chegado acordo para a redução de algumas taxas e eliminação de outras. Porém, especialistas reportados pela mesma agência noticiosa, alertam que a tensão entre os dois países pode voltar a escalar.
Para lá da China, há também uma guerra comercial com a Europa a que as empresas norte-americanas devem estar atentas. Ainda esta semana, os EUA anunciaram taxas de até 100% a um novo conjunto de produtos europeus, incluindo filetes de peixe portugueses.
A Câmara do Comércio dos EUA revela ainda que algumas empresas têm assumido o valor das taxas de modo a não prejudicar os consumidores, o que representa custos extra e que, em alguns casos, poderão tornar-se incomportáveis. Há também quem coloque a responsabilidade totalmente nos compradores e quem siga um modelo cruzado (dividindo o custo da taxa entre a empresa e o cliente).













