Os drones ‘kamikaze’ Sahed que a Rússia usou nos ataques desta segunda-feira de madrugada, contra a região de Odessa, farão parte de uma nova remessa destes aparelhos recebida por Moscovo, segundo adiantam fontes militares ucranianas.
Os russos não escolhem as datas dos seus ataques ao acaso. Eles planeiam bem estas operações. E o planeamento ocorre tendo por base as forças e meios disponíveis”, começa por dizer Natalia Homeniuk, porta-voz do Comando Operacional do Sul, citada pelo Ukrinform.
“Vimos isso antes dos ataque de Odesa: houve uma intensificação nos transportes aéreos de mercadorias entre Teerão e Moscovo, o que ode indicar a chegada de uma nova remessa de drones Sahed”, continuou a responsável, apontando dedo ao Irão, que tem fornecido estes aparelhos à Rússia, por vias que contornam as sanções internacionais aplicadas.
O objetivo de moscovo é destruir infraestrutura civil ucraniana usando um método mais barato do que os mísseis que têm vindo a ser utilizados.
“Nos destroços dos drones abatidos, vimos marcas que mostram que são de uma encomenda diferente. Torna-se óbvio que os russos estão a poupar nos mísseis. Isso é porque o stock disponível não ´r tão facilmente restabelecido, e é muito mais caro. Assim, o inimigo está a tentar destruir infraestrutura civil com uma ferramenta mais acessível”, explicou.´
O ataque desta madrugada visou o distrito de Izmail, em Odesa, com drones ‘kamikaze’ explosivos. Pelo menos 17 destes aparelhos foram abatidos pelas antiaéreas ucranianas, mas muitos drones atingiram os alvos.





