Israel reconheceu formalmente a soberania de Marrocos sobre o Saara Ocidental, através de uma carta enviada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao rei Mohammed VI, anunciou hoje a Casa real alauita.
Na missiva, Netanyahu informa Mohammed VI da decisão de Israel de “reconhecer a soberania de Marrocos sobre o território do Saara Ocidental” segundo o comunicado oficial divulgado pela agência noticiosa oficial MAP.
À semelhança do que sucedeu com a revisão da posição do Governo de Espanha sobre o Saara, foi Rabat quem anunciou a nova posição oficial de Israel face ao território ocupado e anexado por Marrocos desde 1975.
Em março de 2022, foi a Casa real alauita que informou sobre uma carta enviada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na qual considerava o designado plano de autonomia marroquino para o Saara como “a base mais sólida, realista e credível” para uma solução do conflito.
A posição de Israel coincide com a adotada em dezembro de 2020 pelo então Presidente dos EUA, Donald Trump, que também reconheceu a soberania de Rabat sobre a antiga colónia espanhola, e que constituiu a moeda de troca para a normalização das relações de Marrocos com Israel.
Na carta, Netanyahu informa Mohammed VI que a nova posição israelita “será refletida em todos os atos e documentos” do Governo e que a decisão será transmitida “às Nações Unidas, organizações regionais e internacionais das quais Israel é membro, assim como todos os países com quem mantém relações diplomáticas”.
O primeiro-ministro israelita também informou o monarca marroquino que avalia de forma positiva “a abertura de um consulado na cidade de Dakhla”.
A administração Trump também anunciou a abertura de um consulado nesta localidade do Saara ocidental.
Esta medida que ainda não foi concretizada após a chegada de Joe Biden à Casa Branca, apesar de não ter existido qualquer alteração de Washington face ao reconhecimento da soberania marroquina sobre o território anexado.














