Os números positivos da inflação dos EUA surpreenderam os mercados financeiros e fizeram disparar os resultados, aumentando as expectativas de que a Reserva Federal estará muito perto do fim do aperto da política monetária
“O dólar perdeu terreno em relação a todas as principais moedas, com os investidores a ficarem mais positivos e os ativos de risco a valorizarem”, diz à Executive Digest David Brito, Diretor-Geral da Ebury.
O especialista explica que as divisas com melhor performance da semana foram as moedas escandinavas e o franco suíço, estimuladas não só pela queda do dólar, mas também por uma extensa envolvência em posições short.
“A reação do mercado às notícias sobre a inflação foi compreensível, mas questionamos se o dólar não terá desvalorizado excessivamente”, destaca.
Esta semana, os mercados cambiais deverão registar um período mais calmo, com poucas publicações, tirando o relatório da inflação no Reino Unido para junho, que será publicado na quarta-feira, e que será fundamental para a libra esterlina, mas também para o euro.
No que respeita à moeda única europeia, as notícias sobre a desinflação nos EUA fizeram com que o euro subisse diretamente, e a moeda comum saiu claramente do nível que manteve durante a maior parte de 2023.
“O movimento é compreensível e está em linha com as nossas previsões, mas a incerteza em torno do crescimento europeu pode criar alguns fatores adversos a curto prazo”, explica a Ebury, acrescentando que o euro pode ter dificuldade em recuperar, dado o posicionamento tenso do mercado, até que o estado da economia da zona euro seja esclarecido e os números pessimistas do PMI sejam confirmados ou refutados por dados económicos concretos.














