Painel do setor segurador mantém riscos macroeconómicos em nível alto

A última edição do painel de riscos do setor segurador, publicada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mantém a categoria dos riscos macroeconómicos em nível alto, mas com uma tendência decrescente.

Executive Digest com Lusa

A última edição do painel de riscos do setor segurador, publicada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mantém a categoria dos riscos macroeconómicos em nível alto, mas com uma tendência decrescente.

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Segundo a edição de junho do painel, hoje publicada, “a categoria de riscos macroeconómicos permanece classificada em nível alto, ainda que com uma tendência descendente”.

Segundo a ASF, esta evolução “decorre da melhoria das perspetivas económicas, quer ao nível da economia nacional, quer da UE”, destacando-se a primeira, “em conjunto com a contenção gradual da inflação, para a qual se projeta uma desaceleração adicional nos próximos trimestres”.

Paralelamente, indicou a ASF, “os riscos de crédito permanecem classificados em médio-alto”, sendo que, “até junho de 2023, assistiu-se a uma redução dos prémios de risco dos emitentes soberanos e de dívida ‘corporate’, após os aumentos verificados no primeiro trimestre do ano”.

Ainda assim, o regulador avisou que se mantêm “relevantes as vulnerabilidades decorrentes do aumento da pressão, sobre as condições de financiamento das empresas e particulares, da inflação ainda elevada e da subida das taxas de juro”.

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Por outro lado, considerou a ASF, em relação aos riscos de mercado, “a respetiva avaliação foi revista em baixa, passando de alto para médio-alto”, numa evolução “explicada pela diminuição da volatilidade nos mercados obrigacionista e acionista, após os episódios de turbulência no setor bancário internacional”.

No entanto, destacou, importa “salientar a persistência do risco de correção material futura dos preços dos ativos, inclusivamente por via de um evento potencialmente sistémico”.

Por sua vez, “o risco de liquidez mantém a avaliação em médio-baixo, mas com tendência inclinada ascendente, dada a redução registada no rácio de liquidez de ativos do setor segurador” e, no que diz respeito à rentabilidade e solvência, os riscos “permanecem classificados em médio-baixo, destacando-se a evolução do rácio global de solvência, que se conserva em níveis que conferem alguma folga”.

Já “a categoria de risco de interligações mantém a respetiva avaliação em médio-baixo”, num contexto de “relativa estabilidade na exposição das empresas de seguros ao soberano nacional bem como a instituições que operam no setor financeiro”, referiu a ASF.

O regulador disse ainda que “os riscos específicos de seguros Vida mantiveram-se classificados em médio-alto, com tendência ascendente”, sendo que “o valor anualizado da produção registou um novo decréscimo”. Esta performance poderá ser explicada “pelo desempenho negativo e pela elevada incerteza nos mercados financeiros”.

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No caso dos ramos Não Vida, “estes permanecem classificados em médio-alto”, tendo o valor anualizado dos prémios brutos emitidos registado um novo aumento, no primeiro trimestre de 2023.

Este painel considera a informação das variáveis financeiras relativa a 15 de junho de 2023, conjugada com os dados reportados pelas empresas de seguros com referência a 31 de março de 2023, disse a ASF.

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