O Conselho Nacional da CGTP-INA agendou para esta quarta-feira um Dia Nacional de Luta “em todos os setores e em todo o país, com greves, paralisações e concentrações nos locais de trabalho e empresas, sob o lema ‘Aumentar salários | Garantir direitos | Contra o aumento do custo e vida – Pelo direito à saúde e à habitação’.
Para a organização sindical, os trabalhadores vão assumir “o dia 28 como um dia em que trarão para a rua a sua indignação e protesto e a exigência de resposta aos seus problemas”.
“As dificuldades dos trabalhadores, jovens, reformados e pensionistas e suas famílias, contrastam de forma evidente com os lucros que os grupos económicos continuam a arrecadar. As desigualdades aprofundam-se, com o peso esmagador dos elevados custos dos bens e serviços essenciais e da habitação sobre os baixos salários e pensões, realidade que impera no país”, apontou, em comunicado.
“As sucessivas manobras de propaganda e a agenda mediática que o Governo e o capital alimentam no dia a dia procuram esconder a crescente injustiça e a falta de resposta às necessidades da maioria da população, em muito agravadas pelo aumento do custo de vida, nomeadamente dos encargos suportados pelas famílias em resultado da ação do BCE de continuadas subidas das taxas de juro”, acusou a CGTP.
Assim, o Conselho Nacional decidiu “mobilizar toda a estrutura sindical para intensificar a ação e a intervenção nas empresas, locais de trabalho e serviços, unindo e mobilizando os trabalhadores com vista à construção de um grande Dia Nacional de Luta no dia 28 de junho, afirmando a liberdade sindical e o exercício dos direitos sindicais na sua plenitude, defendendo os direitos e intensificando a luta em torno das suas justas e urgentes reivindicações.
Entre as exigências do sindicato está o “aumento geral e significativo dos salários para todos os trabalhadores, em, pelo menos, 10%, com um mínimo de 100€, a valorização das carreiras e profissões, o aumento do salário mínimo para 850€, avançando com a intensificação da luta reivindicativa em todos os setores, exigindo aumentos intercalares no imediato, que respondam à justa e possível reivindicação salarial, incluindo nos locais de trabalho em que houve aumentos, mas que ficaram aquém das necessidades dos trabalhadores”.
É também exigida a “reposição do direito de contratação coletiva, com a revogação da caducidade, bem como das restantes normas gravosas da legislação laboral, e a reintrodução plena do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador”, assim como a “redução do horário para as 35 horas de trabalho semanal para todos, sem perda de retribuição, contra a desregulação dos horários, adaptabilidades, bancos de horas e todas as tentativas de generalizar a laboração contínua e o trabalho por turnos”.
Foi também convocada uma mobilização dos trabalhadores do SNS “universal e gratuito” e as populações em geral para a defesa deste importante direito de Abril, convocando uma ação nacional de luta para o dia 16 de setembro (sábado).




