Especialistas pedem cautela: Subvariante da Ómicron pode propagar-se “descontroladamente” na Europa com alívio de restrições

A subvariante BA.2 já foi identificada em mais de 100 países.

Fábio Nunes

A pandemia de Covid-19 passou para um plano secundário desde que começou a invasão da Ucrânia. No entanto, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem referido recentemente a pandemia não acabou, e na realidade até se está a verificar um aumento do número de casos de Covid-19 em vários países europeus.

A subida dos casos no continente europeu está a ser impulsionada por diversos fatores, entre os quais o alívio e em muitos casos o levantamento de todas as medidas restritivas, a menor imunidade gerada pelas vacinas e a elevada transmissibilidade da subvariante BA.2 da Ómicron.

A propagação desta subvariante da Ómicron é o fator que mais está a preocupar os especialistas atualmente.

A combinação de “todos pensarem e esperarem que de alguma forma a pandemia já tivesse acabado” e o relaxamento das medidas restritivas dão à subvariante BA.2 “uma hipótese realmente boa de se espalhar descontroladamente em muitas partes da Europa”, sublinhou o professor de Epidemiologia na Universidade de Hamburgo, Ralf Reintjes, em declarações à CNBC.

“É difícil de prever mas pessoalmente penso que é muito provável que isto vá continuar a sua digressão pelo globo também”, disse Reintjes, referindo-se à subvariante BA.2 da Ómicron. “É o que os vírus fazem habitualmente numa pandemia”.

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O epidemiologista também abordou os relatos de pessoas que foram infetadas com a variante BA.1 da Ómicron e que semanas depois foram infetadas com a subvariante BA.2, admitindo a possibilidade de que esta subvariante aja “como uma nova onda da pandemia”.

Esta subvariante da Ómicron também já começa a ter impacto no crescente número de infeções nos Estados Unidos e na Ásia. Os cientistas consideram-na uma vez e meia mais transmissível do que a Ómicron e espera-se que se torne a variante dominante a nível mundial.

A BA.2 tem sido igualmente descrita como uma estirpe “furtiva” devido às suas mutações genéticas que dificultam a sua distinção da variante Delta.

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A OMS já declarou que está a monitorizar de perto a BA.2, que foi detetada até ao momento em 106 países.

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