Projeção da China no Indo-Pacífico é “coerciva e agressiva”, alerta Pentágono

Responsável americano indicou que ainda “é cedo” para avaliar as potenciais ambições de longo prazo da China na área

Francisco Laranjeira

A projeção da China na região do Indo-Pacífico é “coerciva, agressiva” e “claramente unilateral”, segundo garantiu esta sexta-feira o porta-voz do Pentágono, John Kirby, no âmbito do acordo de segurança entre as Ilhas Salomão e Pequim. No entanto, o responsável americano indicou que ainda “é cedo” para avaliar as potenciais ambições de longo prazo da China na área. Este acordo com as Ilhas Salomão permitiria ao país asiático enviar forças militares para esta área e fazer visitas regulares de barco.

“Eles não estão apenas a intimidar os seus vizinhos por falsas e ridículas reivindicações territoriais”, apontou Kirby, mas “basicamente estão a construir porta-aviões em ilhas do Pacífico ocidental para avançar ainda mais os seus próprios objetivos de segurança nacional”.

O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, defendeu a medida para o Parlamento local na passada terça-feira, já que a nação do Pacífico precisa de “cooperação e compreensão” depois de a Nova Zelândia e a Austrália terem expressado preocupação com a proposta. Aliás, conforme salientaram, “incentivam uma invasão nas Ilhas Salomão para forçar uma mudança de regime não contribuem para o fortalecimento das relações bilaterais. “Quando um rato indefeso é afetado por gatos ferozes, faz qualquer coisa para sobreviver”, explicou Sogavare.

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